[ DAVE MURRAY ] - O curto e curioso período em que o guitarrista esteve fora do Iron Maiden

 Antes do primeiro álbum, Steve Harris demorou até encontrar uma formação estável para a banda, mas o guitarrista foi crucial para que isso acontecesse 

 

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O Iron Maiden teve inúmeras formações ao longo de seus anos de existência, com as únicas presenças constantes na discografia sendo as do baixista e fundador Steve Harris, e do guitarrista Dave Murray. No entanto, o segundo passou um curto período fora do grupo, chegando a ser demitido pessoalmente por Harris por conta de um mal entendido com outro ex-membro.

No dia de Natal de 1975, Steve Harris fundava o Iron Maiden, que trazia sua primeira formação o vocalista Paul Day, os guitarristas Dave Sullivan e Terry Rance o baterista Ron Matthews. Esse line-up durou pouco: já em 1976, o vocalista era Dennis Wilcock e a dupla de guitarristas havia sido substituída por Bob Sawyer e Dave Murray.

A experiência de Murray até ali era pouca. Ele começou a tocar guitarra aos 16 anos, quando fundou sua primeira banda, o Stone Free, que tinha como vocalista um de seus amigos de infância, Adrian Smith. Pouco depois, ele começou a buscar anúncios em revistas como a Melody Maker, conseguindo alguns “freelas” em bandas como o Electric Gas.


Intriga da oposição

Steve Harris testou Dave Murray mesmo contra a vontade dos guitarristas anteriores, Sullivan e Rance. Na biografia “Run to the Hills”, de Mick Wall, o baixista e líder da banda se lembra do momento onde teve que escolher entre os dois músicos que estavam na banda e o novo guitarrista. A opção, para ele, era óbvia.

“Quando os outros deixaram claro que era eles ou Dave Murray, não havia escolha. Não havia jeito de eu deixar Dave ir. Não apenas ele era um cara legal, ele era o melhor guitarrista com quem eu já tinha trabalhado. Ele ainda é.”


 

Durante alguns meses, aquela foi a formação do Iron Maiden para shows em clubes pela Inglaterra. Porém, tudo mudaria após um show no pub Bridge House, em Canning Town, Londres. Bob Sawyer, o segundo guitarrista, promoveu uma intriga entre Murray e Dennis Wilcock, conhecido por suas performances teatrais, na veia de artistas como Kiss e Alice Cooper.

Murray nem se lembra do motivo exato da discussão, mas o vocalista ficou irritado. Como resultado, Steve Harris acabou demitindo os dois guitarristas e o baterista original, Ron Matthews, reformulando o Iron Maiden mais uma vez e dando início a tempos confusos ainda na fase embrionária da banda.


 


Dave Murray volta às origens

Fora do Maiden, Murray encontrou emprego em um improvável retorno às origens. O antigo Stone Free havia se tornado o Evil Ways, que de novo mudou de nome – agora, para Urchin. Adrian Smith, o amigo de infância, ainda estava lá – e agora, além dos vocais, ele também tocava uma das guitarras.


 

O Urchin havia lançado apenas um single até aquele momento. Quando Murray chegou, a banda trabalhava em outro compacto, “She’s a Roller”, que tinha como lado B a música “Long Time No Woman”. Ele chegou a gravar essas músicas com o grupo em um período de 6 meses fazendo parte da formação.

Além disso, Murray entrou para a banda punk The Secret, sob o pseudônimo Reggie Mental. Gravou apenas um single, em uma história que você conhecerá melhor clicando aqui.

Enquanto isso, as coisas não iam nada bem no Iron Maiden.


O recomeço do Iron Maiden

Enquanto Dave Murray tinha suas experiências externas, Steve Harris tinha dificuldade em manter uma formação estável para sua banda. Logo após a saída de seu guitarrista favorito, foram feitos testes, como tocar com um tecladista – Tony Moore – e até mesmo com o baterista Barry “Thunderstick” Purvis, que ficaria famoso posteriormente no Samson – onde futuramente cantaria um tal “Bruce Bruce”, de sobrenome Dickinson.

Nenhuma dessas experiências durou muito tempo. Harris, então, se viu obrigado a começar do zero mais uma vez. Para isso, ele fez questão de contar novamente com Dave Murray, reintegrado à banda. Desafeto do guitarrista, o vocalista Dennis Wilcock também saiu nessa época, dando lugar a um jovem Paul Di’Anno.

Com Doug Sampson na bateria e Paul Cairns ao lado de Murray nas guitarras – depois de duas outras tentativas com Paul Todd e Tony Parsons –, o Maiden finalmente encontraria alguma estabilidade. Foi essa a formação que gravou o hoje lendário “The Soundhouse Tapes”, a demo que rendeu ao grupo um contrato com a gravadora EMI para lançar seu primeiro álbum.


As voltas que o mundo dá

Ao gravar seu primeiro disco, homônimo, lançado em 1980, o Iron Maiden já havia mudado de formação mais uma vez. Agora, o guitarrista Dennis Stratton e o baterista Clive Burr substituiriam Cairns e Sampson. Dave Murray não sairia nunca mais. A banda subiu em qualidade e popularidade de forma muito rápida e efetiva com os dois primeiros álbuns.

O Urchin, que foi a casa de Murray durante seu período fora do Maiden, durou pouco tempo, encerrando as atividades em 1980. Pouco antes do fim, Harris tentou trazer Adrian Smith para reeditar sua parceria com o amigo de infância. O convite foi negado, abrindo espaço para a contratação de Stratton.

No fim do mesmo ano, agora sem o Urchin, o baixista chamou Smith mais uma vez, agora com retorno positivo.

Assim nascia uma das duplas de guitarras mais famosas do metal, que na verdade já havia trabalhado junta em duas oportunidades antes do Maiden. Essa não seria a última mudança de formação que Steve Harris teria que administrar, mas as circunstâncias agora seriam bem diferentes.

Fonte: https://igormiranda.com.br/2021/12/dave-murray-iron-maiden-saida-breve/

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