[IRON MAIDEN] - 42 ANOS DE HISTÓRIA DE UMA PAIXÃO BEM SUCEDIDA

Todos os fãs do Iron Maiden que eu conheço têm uma coisa em comum: A paixão. Por algum motivo que ainda não sei, as músicas desta banda tocam tão fundo, que são capazes tornar as pessoas corajosas, guerreiras ou se sentirem livres.

O Iron Maiden foi criado a partir da jovem cabeça setentista do baixista Steve Harris, depois de um momento em que sua cabeça vivia o sonho de ser jogador do West Ham ao mesmo tempo que ele era incentivado ao amor à música, pelas suas irmãs beatlemaniacas.



Com um lar perfumado de tanto mulher, cheio de música, alegria e uma vovó que cedia a garagem para eles ensaiarem, o franzino Arry, tinha o solo fecundo para fazer de um sonho, um tremendo golpe de sorte que iria trazer um novo estilo de música, conhecido como “New Wave of The British Heavy Metal”. Este estilo nascia como uma flor de Lótus na Londres nacionalista, também berço do orgulho pela RAF, e um momento em que os anos 70 fervilhava de uma moda peculiar e de alguma forma hippie, tropicalista ou colorida, podemos dizer assim e no West London, os Punks e os Hooligans enchiam as ruas com seus movimentos revolucionários, que dariam a origem à todo movimento reformista da juventude europeia pós guerra, uma vez que o país só se recuperou de suas consequências 10 anos depois, em 55 e os garotos do Maiden são descendentes do renascimento de uma Londres carente de novas idéias e projetos de cultura e arte.

Steve escolheu a data de Natal para montar uma banda de rock, como outra qualquer mas tudo já estava sendo arquitetado antes. Desde então personagens entraram  e saíram, e hoje é considerado o lugar de nascimento o “Cart and Horses” na região leste londrina, em Stratford.  



Paul Day, Terry Rance, Dave Sullivan, Ron Matthews, Dennis Wilcock, Bob Sawyer, Terry Wapram, Barry Purkis,Tony Moore, Doug Sampson, Paul Di'Anno, Paul Cairns, Paul Todd, Tony Parsons, Dennis Stratton, Clive Burr e Blaze Bayley são nomes de ex integrantes famosos ou não, e são parte de tudo que formou esta banda.



Os caras lançaram em 1980, 5 anos depois da formação oficial, o seu primeiro disco com o mesmo titulo da banda. Nos vocais, o espetacular Paul Dianno, muito respeitado pelos caras que curtem Iron Maiden e os que simplesmente admiram-no como artista de Heavy Metal, com fortes influências do Punk. Paul sem dúvida nenhuma  se tornou um ícone de Bad Boy, o que recheou a atitude do Iron Maiden na transgressão suficiente para se tornar uma das feridas culturais mais importantes do movimento juvenil de Londres.



Em seguida, 1981 já entrava um álbum muito mais robusto e respeitado pela crítica: Killers, com uma qualidade de gravação superior e uma proposta bem mais elaborada; no entanto ainda presa aos conceitos setentistas com influencias diversas como em bandas progressivas da época.



Mas foi em 1982, com a entrada magistral do vocalista do Samson, Bruce Dickinson que as coisas tomaram uma proporção grandiosa.  O lançamento de The Number of the Beast ia entrar como um furacão no mundo da música e na América, sofreu até mesmo represálias religiosas, que tomaram aquele nome e capa feita pelo incrível Derek Riggs como apologia ao demônio, e isso rende até hoje, dúvidas em muitas pessoas. Pessoas estas que ainda não perceberam que o que eles fazem vai muito além de provocações religiosas e comportamentais. Eles são acima do bem e do mal, e reafirmam a potência de algo que vinga, sem bloqueios existencialistas, perdas, ganhos, e se perpetuam como algo único e eternamente inovador, ainda que isso seja inimaginável para muitos. Afinal, tantas bandas perderam força, e não se adaptaram à mudança dos tempos.  



Os caras saíram do anonimato definitivo, e até hoje deleitam riqueza, poder e competência. Ainda sim, são geniais, são “simples” e nunca buscaram os holofotes do Mass Media. Eram e ainda são contra, a publicação ostensiva dos meios de comunicação de massa e se tornaram o que são com a competência das suas composições e os concertos energicamente incríveis.


Nos anos seguintes foram lançados discos de ano em ano, praticamente. Veja quais são: (não cito os EPS, compilações, lançamentos ao vivo, coletâneas, singles, etc...)

1983- Piece of Mind
1984 - Powerslave
1986 – Somewhere in Time
1988 – Seventh son of seventh son
1990 – No prayer for dying
1992 – Fear of the Dark



Este período acima foi considerado o ápice da história estrutural da banda, uma vez que permeou uma fase que durou mais de uma década de extenso e exaustivo trabalho por parte de todos os membros, com tours consecutivas e cheias de expansão, fama e uma evangelização impressionante de fãs, seguidores e compradores de discos e ingressos. Os Golden Years...



Após a decisão definitiva de Bruce Dickinson em seguir sua carreira solo, já iniciada em 1990; tendo seu último show na banda realizado no Raising Hell, um concerto promovido pela MTV em 1993; um novo recomeço faria com que Steve (que também estava separando de sua mulher), tomasse força suficiente para continuar. E depois de um tempo de escolhas que até envolveu o vocalista brasileiro André Mattos, finalmente o vocalista do Wolfsbane, Blaze Bayley de Birmingham fora escolhido. 


Lançaram:

1995 – The X Factor
1998 – Virtual XI

Esta fase acima abraçou boa parte da década de 90 e se encontrou num momento em que a MTV estava no auge, o que direta ou indiretamente, popularizou ainda mais o Iron Maiden. Blaze Bayley teve uma importante participação na permanência da banda, e durou tempo suficiente para fazer o carro andar. O vocalista ainda está em plena atividade e ainda faz uma importante carreira solo!



Como se não fosse possível, o funil de possibilidades do Iron Maiden e de Bruce Dickinson em sua carreira solo findaram-se no mesmo momento e lugar (Embora Bruce ainda lançaria discos). E Bruce, foi convidado à voltar para a banda. Aquele seria uma nova fase, um novo mundo em que definitivamente a tecnologia bridava sua introdução no mundo, ainda que timidamente começada nos anos 90.


Os CDS começavam a decair, mas ainda se vendia. O mundo tecnológico invadia a música, e os MP3 chegariam à toda força para mudar a forma como o mundo iria consumir música. Um novo e admirável mundo surgia para novas mentes e corações. O Iron Maiden agora tinha Bruce Dickinson de volta. De cabelos curtos e mais maduro, parecia que todos estavam preparados e seguros para o novo momento da banda. Lançaram:

2000 – Brave New World
2003 – Dance of Death
2006 – A Matter of Life and Death
2010 – The Final Frontier
2015 – The Book of Souls.



Não sabemos para onde a banda vai, mas eles ainda fazem tantos planos! Novos discos, novas tours, lançamentos individuais e paralelos. Uma grande faixa de seres humanos vestem as camisas de seu ícone principal, o EDDIE que é parte de todos nós, representados de tantas formas, de tantas fantasias que há em nossas cabeças. Civilizações, Situações Psicológicas, Emoções, Histórias que viajam por campos que nem imaginamos.



O que podemos aprender com esse legado é que algumas coisas realmente dão certo com persistência e sorte.  E seu legado é algo como uma vida que também deve ter seus sacrifícios e tanta experiência que faz parte de uma escolha de vida pela música, que é uma das melhores coisas que há. O Maiden trouxe para seus fãs, junto com outras grandes bandas de metal, a possibilidade de se adequar às mudanças dos tempos, e hoje; ainda que haja o tempo dos Streamings e músicas gratuitas à todo lado, permanece no mercado. E ainda assim, consegue fazer parte de grandes coleções, fãs e adoradores. O Brasil é um desses grandes exemplos em que ser fã é algo que vale a pena. A paixão combina conosco.



A notícias boa é que os velhos rapazes ou jovem senhores ainda estão em plena atividade e podem estar em atividade ainda mais anos, visto que bandas como Rolling Stones ou vocalistas como Robert Plant ainda seguem lançando discos e participando de tournês. Desejamos ao Maiden um Feliz Aniversário. Um Natal de possibilidades que parecem nunca acabar. Enquanto isso, fiquem ligados no Iron Maiden Brasil (facebook e site) e nas notícias do Iron Maiden Brasil Notícias. Para você fã, a eternidade de ouvir várias vezes a mesma música e sempre se sentirem bem. Apaixonados e cheios de energia. Feliz 2018!




Sobre Verônica Mourão

Verônica Mourão

2 comentários:

  1. Mas uma ótima matéria parabéns Verônica

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  2. Só um detalhe... Na verdade os chamados “Golden Years” se referem exclusivamente a década de 80...
    E o último lançamento dessa fase foi o álbum “Seventh Son Of A Seventh Son”!

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