[RESENHA] - A Matter of Life and Death - 11 ANOS

Há 11 anos foi lançado o 14º álbum da carreira do Iron Maiden, A MATTER OF LIFE AND DEATH;  3 anos depois do incrível Dance of Death, e desembolando a longa cauda de inovação sonora da banda iniciada nos anos 2000 com Brave New World. 

Com formação de densas canções com instrumentais e narrativas extensas, a banda havia abraçado de vez e talvez definitivamente, o estilo PROGRESSIVO que começou no auge dos "40 anos" de idade dos rapazes, 25 da banda e ainda os persegue à beira dos "60".

A Matter of Life and Death ou "AMOLAD", sigla resumida usada pelos fãs, tem um conjunto de letras voltadas para o tema da Guerra : Seu horror e a hipocrisia de seus aspectos políticos e religiosos, retratando os elementos de referência histórica nacionalista inglesa, que teve importante participação em guerras e batalhas européias e até fora de seu continente. 






Saiba mais sobre as músicas:


Doses incriveis de vigor e energia são jogadas para Diferent World, uma canção simpática e que foca nas escolhas da vida. Destaque para o trecho:


"Everybody has a different way to view the world"


Crítica óbvia sobre os efeitos da guerra para quem vive ela na prática ou só assiste, ou vive na teoria, ou simplesmente não faz parte.


These Colours Don´t Run é harmoniosa e tem solos de guitarra com maciez para ouvidos contemporâneos. Bruce narra mais uma vez a trajetória dos soldados de guerra que tem o pior destino e o pior sentido de vida possivel. Mas faz parte do que alguns seres humanos politicos consideram ser "inevitável"!

"For the passion, for the glory;
 for the memories, for the money;
 you´re a SOLDIER, for your contry; 
what´s the difference, all the same"


Com uma sonoridade que nos recorda uma caminhada sem fim, nossa querida banda mais uma vez aborda a questão da vida e da morte, do humano e do "divino" por isso aborda a TEORIA DA RELATIVIDADE, nesta terminologia da música, Brighter Than a Thousand Suns:

"Whatever would Robert have to said to his god
about how we made war with the sun
E=mc squared you can relate
how we made god with our hands"


Robert* é Robert Resnick, um fisico que estudou a Teoria da Relatividade de Einstein ( E=MC) - ou a massa e a energia são iguais, mas atestou: A velocidade da luz ao contrário do que se diz, não é igual para todos, a longo prazo, tem efeitos diferentes nos corpos.



Na canção, digamos que quer dizer que as consequências da guerra são diferentes entre as pessoas, embora pareça ser igual para todos.






Já nas canções The Pilgrim e The Longest Day, tratam-se de fatos históricos e você pode ver melhor sobre esses acontecimentos na segunda parte da minha crônica sobre "As histórias do mundo nas canções do Iron Maiden" clicando AQUI .

A primeira sobre imigração inglesa por fins religiosos e a segunda sobre o famoso dia D, na Segunda Guerra Mundial.


Out of the Shadows para mim é uma canção que possui sonoridade diferenciada, mas segue o padrão longo e rebuscado da trama progressiva do Maiden. 

"A man who cast no shadows has no soul"


No meu ponto de vista, trata-se de Robert Mugabe que libertou o Zimbabue, depois de 15 anos de guerras intermitentes. Por acaso este país foi colonizado
pelos ingleses, então possivelmente seja para retratar ou alguma alusão à isso.


Já na lendária e adorada " The Reincarnation of Benjamin Breeg  " eis a grande polêmica: O personagem descrito pelos caras é totalmente desconhecido ou ficticio? Teorias não faltam para quem seria este garoto que tem tantos pesos para carregar na vida!

Essa linda canção e letra é um dos enigmas que há no rico trabalho da banda. 
Vejam esse  relato de nossa página, escrito por antigo redator. Pode ser uma boa referência.


Sobre For The Greater Good of God:

Densa e rebuscada canção de Steve Harris, trata de forma ácida a questão da "Guerra Santa" o a utilização do nome de "Deus" para se cometer atrocidades de todo tipo numa guerra. Ai vamos extender para todo terror que há no oriente médio por exemplo. 

"He gave his life for us
he fell upon the cross
to die for all of those who never
mourn his loss, it wasn´t meant for us
to feel the pain again, tell me why, tell me why..."


No entanto este trecho se diz respeito ao CRISTIANISMO, e é alvo das questões que envolvem todas as religiões cristãs católicas e protestantes que predominaram na Europa.



 Lord Of Light a meu ver faz uma análise bem fria, e certamente neutra, de quem é ´cético sobre a questão de "Lucifer" o grande inimigo de Deus e das religiões, que era considerado " Senhor da Luz" - Tradução literal da palavra LUCIFER. Também conhecido como, o anjo que caiu do céu...No final tem um solo de guitarra bem endiabrado. Ouçam com atenção.


The Legacy - Lindeza de canção delicada e progressiva até o talo, como se estivéssmos ouvindo Jethro Tull em pleno anos 70. E também parece uma cançao Bufão, daquelas que os bobos da corte contavam nos palácios, anunciando as boas coisas e as desgraças de forma lúdica. Mas o que temos mesmo aqui é uma viagem sonora e que nos faz tocar a fundo as maiores influências da banda e que se manifestaram nessa fase...






Eu experimentei fazer corrida e caminhadas com esse álbum e sinceramente é uma otima companhia para o FITNESS. REcomendo de verdade. É um album que carrega um peso poético e profano em suas letras, enquanto o destrinchar das harmonias musicais nos levam para um trabalho extremamente conciso, maduro e proprio dos cinquentoes ingleses. 
Não tem como negar que eles deveriam se sentir completamente livres e seguros de investir naquilo que fazia parte de suas influências mais fortes.  É um album também para dirigir numa longa viagem. E como em alguns dos albuns da banda dividie opinioes: Há quem ame ou quem odeie.



A Matter of Life and Death foi o único álbum tocado na INTEGRA em sua turnê.


Sobre Verônica Mourão

Verônica Mourão

2 comentários:

  1. Eu só fui gostar desse álbum depois dos 25 anos (que completei em 2009). Acho que é um álbum para pessoas mais maduras....

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  2. Concordo. Não é fácil digerí-lo. É preciso ouvir varias vezes. Deixar que ele se acomode na mente.

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