BraveWords: Entrevista com Bruce Dickinson sobre The Book of Souls

BraveWords entrevista Bruce Dickinson sobre The Book of Souls


O entrevistador começa brincando, dizendo a um Bruce que parece muito saudável e bem humorado, que não é fácil para alguém entrevista-lo, porque a pessoa precisa antes estudar seu ‘curriculum’, e o de Bruce é bem extenso, envolvendo vários diferentes tipos de atividades que ele pratica.

“Mas não ao mesmo tempo”, Bruce responde.

O entrevistador então lhe pergunta qual a sua atividade preferida, ao que Bruce responde, “Me apresentar.”

Na sequência, o entrevistador fala sobre o processo de gravação de um álbum, da emoção que muitas bandas levam para dentro do estúdio, e que o Maiden parece ter desenvolvido uma ‘teoria’ diferente, desta vez.

Bruce diz que começaram a falar sobre fazer este novo álbum quando estavam em turnê, no verão de 2014. Ele diz que havia conversado muito com Steve sobre o assunto, e que tinha algumas demos que havia feito em parceria com Roy Z, para o que potencialmente viria a ser um novo álbum solo. Como estavam falando sobre o assunto, ele deu duas demos para Steve ouvir, para que ele tivesse uma ideia sobre que tipo de coisa Bruce tinha estado trabalhando. Steve adorou o que ouviu e queria ambas as faixas para o Maiden. Disse que If Eternity Should Fail iria ser a faixa de abertura do álbum.

Bruce disse “ok, legal, ela ia ser a faixa-título do meu álbum, mas ainda nem existe um álbum, então, ótimo”. Sobre a outra faixa, chamada Nightmares, Bruce disse que a co-escreveu com Roy Z, e que Steve disse, então “ah, que pena”.

E foi desse modo que If Eternity Should Fail entrou no álbum.

Steve disse que estava trabalhando na faixa The Book of Souls, que provavelmente seria a faixa-título. E, quando Steve revelou que os Maias haviam sido sua inspiração, Bruce diz ter pensado, “Hum, isso vai gerar um Eddie interessante. E qualquer coisa que tem pirâmides sempre terá o meu voto. Eddie seria um tipo de shaman, sabe? E eu achei que isso seria muito legal. Nós não queríamos que parecesse algo saído do Smithsonian, mas algo com que pudéssemos trabalhar.”

Bruce revela que todos estavam escrevendo ‘alguma coisa junto com mais alguém’, indo às casas uns dos outros, essas coisas. Algo que nunca haviam feito antes. Ele diz ter ido à casa de Adrian Smith, e juntos escreveram Speed of Light e Death or Glory, e que se sentiu muito feliz por ter tantas músicas escritas e co-escritas por ele no álbum.

Ele revela ainda que, quando chegaram ao estúdio, eles pularam a fase de ensaios. Eles já tinham If Eternity Should Fail pronta, apenas precisavam aprender a tocá-la, como banda. Decidiram, então, trabalhar 2 músicas que poderiam gravar rapidamente, que foram Speed of Light e Death or Glory. Diz ainda que, juntamente com When The River Runs Deep, eles tinham 4 músicas prontas para gravar quando Kevin (Shirley) chegou, duas semanas depois.

Bruce ri e diz que logo ficou bem óbvio que o álbum seria longo, e aí ele conta que fizeram mais duas músicas, e estavam incrivelmente animados com essas músicas e com o modo como o álbum estava soando, e que o único modo de o álbum não ter sido duplo, seria se pegassem suas coisas e voltassem pra casa, naquele momento. Ele diz que foi uma decisão muito fácil a de que o álbum seria duplo, e especialmente o vinil triplo, não apenas pela qualidade sonora que seria possível obter, mas a possibilidade criativa da arte da capa.

Ele revela que ficaram muito empolgados com a possibilidade de serem bem criativos neste quesito. Encontraram um professor, que traduzia do maia para o inglês, e lhe pediram que fizesse o contrário.

“Se você traduzir os hieróglifos que estão no encarte, realmente querem dizer alguma coisa. Existe uma mensagem ali. Nos divertimos muito fazendo isso.”

Bruce descreve o processo de composição como sendo uma ‘série de baldes’. “Cada um tinha o seu balde, e íamos jogando as ideias dentro deles.”

“Foi um ótimo jeito de trabalhar. Foi muito confortável. Foi o mais relaxado que já estivemos. Nós nos divertimos tanto! Nos divertimos tanto que eu não queria parar. Eu dizia, ‘não podemos apenas continuar? Vamos fazer mais um álbum agora mesmo’.”

(Nota do Tradutor: esta é apenas a primeira parte da matéria. O vídeo com a segunda parte da mesma ainda não foi liberado. Tão logo o seja, a equipe do Iron Maiden Brasil irá disponibilizar a tradução da segunda parte.)


Fonte: http://bravewords.com/features/iron-maidens-bruce-dickinson-talks-to-bravewords-about-the-book-of-souls-we-had-so-much-fun

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