[ RESENHA ] - Senjutsu , vamos ao épico através do tempo.

 Por Vinicius Oliveira da Vertigem Discos

Antes de começar
- Assistam a entrevista do Bruce para a Loudwire e os vídeos da gravação no YouTube do Maiden. Todas as intenções, explicações e influências estão lá. Tirei deles a base para essa resenha. Melhor escutar os caras antes, claro. 
- É um álbum dramático e épico. Porém, mais simples em termos de orquestragem visando executar ao vivo (como o próprio Bruce comentou) e também pela maioria das músicas terem teclado como ambientação. Em termos de clichês clássicos do Iron, eles existem como identidade da banda, mas são em alguns trechos e não na estrutura toda da obra.
- É de longe o álbum com a melhor execução de bateria do Nicko. (Humilde opinião). 
- Fusão perfeita das equipes de composição: Janick/Steve - Bruce/Adrian 
- Influências musicais citadas pelo Bruce e a melhor síntese feita de sua relação com o Steve: "Curtimos as mesmas bandas mas em fazes diferentes - Jetro Thull, Gênesis e Van Der Graf Generator”

Senjutsu', o 17º álbum de estúdio do Iron Maiden já está disponível para pré-venda na Amazon Brasil. Garanta já o seu, CLIQUE AQUI!

Vamos ao Épico

1) Senjutsu - Cartão de visita de como será a vibe do álbum. A boa e velha combinação refrão épico e instrumental sinistro. E claro, o teclado que atravessa todas as músicas.
 
2) Stratego - Bem óbvio virar single por ser a única que mais se aproxima dos elementos clássicos das músicas do Maiden. 
 
3) Writing on The Wall - Assustou muita gente, mas é uma das mais versáteis do álbum e com sonoridade diferente do que a banda vem fazendo ao longo da história. E claro, ao vivo o refrão vai fazer muita gente entender porque essa foi uma das escolhidas para ser single logo de cara.
 
4) Lost in a Lost World - A Jornada começa aqui (Fiz o teste de escutar o álbum sem Stratego e Writing on The Wall, outra experiência, recomendo). Como o próprio Adrian colocou, as músicas foram feitas em partes, principalmente as mais longas, por isso que no álbum você consegue identificar de tudo da trajetória da banda. Porém, nessa prevalece uma lembrança vaga de Brave New World e a mais constante no Senjutsu inteiro, que é a Era Blaze, fato. Principalmente no baixo. 
 
5) Days of Future Past - Olha o teclado de novo. Outra música que se aproxima de fases Brave New World e Dance of Death. Mesmo assim, ela tem mais peso que o normal e os solos são mais obscuros. Vou nem falar da bateria, porque é absurda em toda a obra. 
 
6) The Time Machine - Não vou conseguir falar muito porque é a melhor do álbum. Sério? Sim! Nela você indentifica toda a trajetória do Maiden naquele esquema Bruce/Blaze/Bruce. Absurdo de música. Dá pra entender o nome dela agora.
 
7) Darkest Hour - Nos faz quase cantar Wasting Love mas a música toda se aproxima da ambientação dramática do AMOLAD e do Book of Souls. Mais um vez solos limpos, pesados e incríveis. A boa e velha balada do Iron. 
 
8) Death of The Celts - A música que esperei o vocal do Blaze aparecer. Fato. Sonoridade mais Steve/Janick impossível. Nessa música o vocal do Bruce está mais agressivo. Aqui podemos perceber quando ele diz para Loudwire que uma das influências para o álbum foi o tom encorpado do Dio. É a música mais teatral do álbum. Tipo, se for fazer um clipe é mais fácil fazer um filme. Dá até pra identificar o momento que se representaria uma batalha. 
 
9) The Parchment - A música que se aprecia a qualidade de cada membro da banda. Bateria incrível, solos absurdos que você consegue indentificar quem é quem, baixo estalado que todo mundo gosta e aquela ambientação misteriosa que nos leva para uma paisagem no estilo da capa de Powerslave. 
 
10) Hell on Earth - Mais uma que nos joga direto para Era Blaze. Dessa vez numa intro se aproximando de um clima futurista meio Blade Runner. Nessa música dá pra perceber a mão do produtor e a preferência da banda em gravar ao vivo no estúdio. O velho estilo "Vai no feeling". O próprio Adrian ressalta a preferência em gravar na França pelo fato de ter uma sala grande que caiba a banda toda e ter essa captação ao vivo. A música é uma colcha de retalhos que ficou incrivelmente linda e perfeita para fechar esse épico.

Considerações finais: Incrível. Supera Book e Final Frontier, pega na mão do AMOLAD e segue no horizonte como um real passo à frente da banda. Falo isso, porque as risadas de ironia do Bruce no vídeo III sobre o Senjutsu quando se fala da possível reação dos fãs é impagável. 
Não precisa de nota porque a história do Maiden tem mais peso que a minha avaliação de professor e simples mortal.

P.s: Kevin Shirley é o nome da fera! Se ele sobreviveu ao Senjutsu sem um AVC ele é nosso herói.
 

 

Sobre Iron Maiden Brasil

Iron Maiden Brasil

6 comentários:

  1. Otima ideia colocar uma capa melhorada.
    Nós sofrendo com os designers ruins que arrumamos, e essa banda com tudo na mao erra em coisas basicas.

    ResponderExcluir
  2. Resenha emocionada. Infelizmente, álbum fraco. Death of The Celts foi uma decepção pelo que diziam.

    ResponderExcluir
  3. Ótimo texto. Aguardando o disco sair pra mais uma viajem com Eddie. Parabéns.

    ResponderExcluir
  4. Concordo quanto a The Time Machine é a que estou mais escutando! Apesar de achar que a intro dela meio desnecessário, mas a musica é um espetáculo!

    ResponderExcluir
  5. Darkest hour é a parte inicial da música comming home, lançado no final frontier. É quando o povo de Albion,vai a guerra, sobre momentos antes de enfrentar uma batalha, ao amanhecer. Já a comming home, narra a volta para casa, para Albion's land.

    ResponderExcluir