[ IRON MAIDEN ] - Entrevista de Dennis Stratton para o Noise Gate

Há 40 anos (abril de 1980), o Iron Maiden lançava o seu primeiro álbum de estúdio – uma das principais obras do movimento New Wave of British Heavy Metal, que trouxe ao mundo bandas como Judas Priest, Diamond Head etc. Recebida positivamente pela crítica especializada da época, a obra foi o impulso necessário para tornar o grupo britânico uma das maiores bandas do rock internacional.

Responsável pela gravação de uma das guitarras do álbum, o guitarrista Dennis Stratton comemorará a importante data com apresentações no Brasil durante o mês de abril. Aproveitando a ocasião, o músico concedeu entrevista ao Noise Gate sobre seu período na banda e a expectativa com os shows no país.

Confira a íntegra da conversa abaixo:

Qual é a sensação de comemorar 40 anos de uma das obras mais importantes da história do rock?


Eu me sinto muito orgulhoso de poder ter participado da criação de um trabalho que durou o teste dos anos e é tão icônico para o rock. Em 1979/80, não esperávamos que o disco seria um sucesso, mas todos sempre soubemos que a banda seria grande. Faz mais de vinte anos que toco as músicas desse disco em convenções na Europa – isso não me impediu de trabalhar coisas novas com os grupos Lionheart (que voltará com um álbum inédito) e Praying Mantis. Me sinto muito feliz de ainda ser lembrado e receber créditos mesmo após 40 anos.

Há alguma memória sobre aquele período que se sobressai?

Tenho muitas memórias que chamam atenção. Já me pediram para escrever um livro sobre isso – algo que pode acontecer, ainda não sei. Vamos esperar até o livro sair. Acho que as lembranças de turnê são sempre as que se destacam mais.

Em fevereiro, seu ex-colega de banda Paul Di’Anno (vocalista nos dois primeiros discos do Maiden) disse que a demissão dele foi a melhor coisa que poderia acontecer para o grupo e seus fãs. Como você se sente sobre a sua própria saída?

Não posso falar muito pelo Di’Anno, não tenho contato com ele. Ele já envergonhou muito a si próprio por meio de seus ataques na internet. Pessoalmente, desde a gravação do primeiro disco achava que ele sofreria com o seu alcance vocal conforme o Iron Maiden crescesse. A banda precisava de um vocalista no patamar de músicos como Ronnie James Dio, Sammy Hagar e David Coverdale. Acho que o Bruce Dickinson é a melhor escolha para o Maiden – ele sempre fez e continua a fazer um trabalho incrível. Sobre minha saída, foi algo mais ligado a um sentimento estranho entre mim e Rod Smallwood (co-manager do Iron Maiden). Ele achava que eu não estava envolvido com a música do grupo; uma besteira, porque eu trabalhei muito duro naquela época. Acho que ele era muito novo, e a decisão foi pautada no tipo de música que eu ouvia quando eu relaxava – gosto de coisas como Eagles e George Benson. O meu trabalho era o Iron Maiden e eu sempre fui 100% Iron Maiden quando estava trabalhando com a banda.

Você mantém contato com seus antigos colegas do Maiden? 

Eu sempre falo com o Steve Harris [baixista e fundador da banda]. Se não é sobre música, batemos um papo sobre futebol e o West Ham. Choramos juntos quando perdemos ou nosso time está quase no fim da lista da Premier League. Sempre vou acompanhar os shows do Maiden na O2 Arena [recentemente até fui com eles para um show em Las Vegas]. Também sou um grande amigo do Nicko McBrain. Antes dele tocar no Iron, fomos companheiros no Lionheart. Mas Steve é quem sempre converso e tomo algumas cervejas.

Você ainda se identifica com o material gravado no álbum de 1980? 

Com certeza! Sempre estou tocando esse material. Enquanto existirem pessoas querendo ouvir eu estarei tocando. É algo que estará dentro de mim para sempre. A minha música favorita é Phantom of The Opera.

Como serão os shows de celebração?

Não tenho certeza sobre como serão, estou há anos querendo ir ao Brasil. Tentei algumas vezes, mas muitos produtores tentaram me enganar ou me decepcionaram – felizmente encontrei o Marcel Castro [produtor responsável pela tour brasileira de Dennis]. Posso dizer que os músicos que tocaram comigo na Europa foram fantásticos e os shows um sucesso. Se eu conseguir ensaiar o suficiente com os músicos brasileiros, tenho certeza de que serão apresentações incríveis para os fãs.

Quais são suas expectativas com o público brasileiro, o maior ouvinte mundial do Iron Maiden? 

Estou muito ansioso! Sei que a base de fãs da América do Sul é imensa. Então estou muito animado para conhecer novos amigos. Espero que todos venham ao show. Vamos fazer uma grande festa, pois sei que os brasileiros sabem como comemorar.

Confira o flyer da turnê abaixo:

Dennis Stratton/Iron Maiden
  Fonte: https://noisegate.com.br/2020/03/entrevista-com-dennis-stratton-ex-iron-maiden

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