[IRON MAIDEN] - Como o Iron Maiden chegou no Brasil e sua apresentação no Rock in Rio 1985

Quem viveu a juventude dos anos 80, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte se deparou com um grande movimento dos canais de Televisão com a divulgação da nova tendência musical que vinha principalmente da Inglaterra, O New Wave of British Heavy Metal que chegou devagarinho (um pouco tardio) na América do Sul em meados de 82, e posteriormente a introdução do Thrash Norte americano em tempo real.

A busca desenfreada por aquele novo estilo de som levou milhares de jovens no Brasil a buscarem os discos de vinil de gente como KISS, WASP, VAN HALLEN mas foi a introdução de The Number of The Beast o grande BOOM do que havia de mais integro e potente no Heavy Metal.


A principal porta de entrada não poderia ser diferente, através do lendário show do Iron Maiden no Rock in Rio em 1985. Aquele mesmo, que o Bruce se feriu em Revelations, botou fogo no palco em Powerslave e outras pegadinhas ocorridas na parte do som que deixavam o jovem Bruce em apuros sem retorno muitas vezes. 


Para complementar a repórter da Globo anunciava aquele novo som como Heavy Metal Satânico, através de um entrevista com o entao BRIAN (oi?) Dickinson da Bestial banda Iron Maiden. Coisa para rir por todas as gerações. A sorte que mesmo criando algum estranhamento da banda diante daquele país pobre, ignorante e tupiniquim, eles iam acabar se apaixonando pela louca platéia do Brasil. Cheio de gente que estava ali para dedicar um profundo amor eterno ao Iron Maiden.





Mas antes da introdução de The Number of The Beast, há relatos de que não se conhecia nada da banda, então os jovens pensavam que o primeiro vocalista da banda era Bruce e não Dianno, pois Iron Maiden e Killers só foram lançados depois! Curiosidades a parte, apesar que The Number chegaria como um rolo compressõr nas américas com o estigma de associar o tema do numero da besta com adoração ao diabo, a banda e o estilo musical sobreviveram de forma sublime persistindo e evoluindo ate que finalmente em 1986, o Brasil conhece Somewhere in Time, e ali aconteceria a mais impressionante venda de discos da banda no Brasil.



Tudo foi evoluindo de forma significativa, com um emprestando o disco para o outro (os novos jovens roqueiros oitentistas), as rádios começavam a divulgar mas definitivamente foi a TV nos anos 90 que iria firmar a estampa de algo que não era acessado por todos que não podiam por exemplo, ir aos shows.

A banda desenvolveu nuances e perdas mas por sorte de Bruce Dickinson sua saída e prosseguimento com a carreira solo nada interferiu na sua popularidade, o que facilitou seu retorno triunfante no final dos 90.



Os anos 2000 em diante (nossa já tem mais de 15 anos) foi marcado pela pesada e definitiva do nosso melhor vocalista, e a instituição de uma nova fase de fãs de todas as idades que iriam conhecer a maturidade de Brave New World, a estética rebuscada de Dance of Death, e os demais 2 discos contextuais AMOLAD e TFF.

Hoje depois de tanta história , The Book of Souls traz a tona a temática da historia antiga adorada pela banda, mas ao ver o palco desses caras nos deparamos com a sensacional  e superior invenção da tecnologia em telões, games, bonecos, luzes e um bando de homens já de caminho à terceira idade com energia de garotos.



Quem pode dize isso melhor é o vocalista Bruce Dickinson que se curou de um cancer e mantem sua insistente em bem humorada maneira de viver a vida com tantas funções profissionais e um uma energia de palco inconfundiveis.

 Penso que hoje eles não tem mais fronteiras e estranhamentos com nada nem ninguem no BRASIL. Amaram o país, precisam de nós e nós precisamos deles!


Sobre Verônica Mourão

Verônica Mourão

1 comentários:

  1. O primeiro Rock in Rio em 1985 teve contrastes "bizarros". Ao mesmo tempo em que era tecnicamente revolucionário aos olhos dos músicos, roadies e técnicos de som brasileiros, trouxe à tona também o completo despreparo da imprensa brasileira não apenas com a falta de conhecimento da música internacional ( em especial o Heavy Metal ) mas também com a língua inglesa. Isso já era evidente nas coberturas dos grandes shows do Queen em 1981 e do KISS em 1983. Músicos literalmente atordoados com as dificuldades de comunicação com nossos jornalistas, nas entrevistas coletivas, sem contar as bizarrices ditas durante os shows nas transmissões ao vivo. Mas mesmo com tantos contrastes, aquele festival foi o divisor de águas que permitiu a proliferação do gosto pela boa música em terras tupiniquins, além de gerar uma legião de fãs para bandas como o próprio Iron Maiden, o AC/DC, o Scorpions e Ozzy Osbourne.

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