[ BELO HORIZONTE 2016 ] - 20 mil headbangers de todas as idades em BH

Por  LUCAS BUZATTI

Quase 20 mil headbangers, das mais variadas idades, encheram a Esplanada do Mineirão neste sábado (19), na segunda passagem do Iron Maiden por Belo Horizonte.

O som começou a rolar às 18h45, com o The Raven Age, banda de George Harris, filho de Steve Harris, baixista e fundador da Donzela de Ferro.

Uma hora depois, foi a vez dos veteranos do Anthrax subirem ao palco para destilar clássicos da música pesada. Um dos quatro gigantes do thrash metal, o grupo norte-americano mesclou pedradas como "Caught in a Mosh" e "Indians" com musicas do novo disco, o recém-lançado "For All Kings" (2016). O vigor da banda, com o icônico vocalista Joey Belladona à frente, tira qualquer receio que a barba grisalha do boa praça Scott Ian possa causar.Os caras estão quarentões e seguem a todo o vapor.

Apesar disso, a plateia, formada por uma maioria de blusas com Eddies estampados, não se mostrou muito animada com o show e, logo ao final, já começou a puxar um "olê olê, Maiden, Maiden", constante durante toda a noite.


Por mais estranho que pareça, o show do geralmente pontual Iron Maiden atrasou um pouco, cerca de 20 minutos, começando com "If Eternity Should Fail", do disco novo, "The Book of Souls" (2015). Numa dramática abertura, vocalista Bruce Dickinson, que assume personas no palco para diferentes músicas e álbuns, surge como uma espécie de bruxo, atrás de um caldeirão. Na sequência, outra do álbum mais recente, a rápida "Speed of Light", antes da primeira do hall de clássicas, "Children of the Damned", de "The Number of the Beast" (1982). Bruce cumprimenta o público e rasga um "scream for me Belo Horizonte", pedindo ajustes no PA. O som melhora, e o show segue com outra competente faixa de "The Book of Souls", "Tears of a Clown", cuja letra homenageia o ator Robin Williams, que suicidou-se aos 63 anos, em 2014. As primeiras músicas do show, no entanto, talvez não tenham sido as melhores opções para a a abertura, que podia ser mais agitada, dadas as vastas opções de repertório dos 16 discos de estúdio da banda.

Depois do simpático Bruce saudar a plateia, a banda tocou mais uma nova, "The Red and the Black", que evidencia o talento do trio de guitarristas, formado por Dave Murray, Janick Gers e Adrian Smith. Para delírio dos fãs, o riff de "The Trooper" ecoa no Mineirão, enquanto o vocalista corre de um lado para o outro do palco, com uma bandeira da Inglaterra em mãos. É quase impossível pensar que Dickinson beira os 60 anos e acabou de se recuperar de um câncer (de língua), tamanha sua longeva potência vocal e sua animação. Na sequência do clássico de "The Piece of Mind" (1983), a faixa-título de outra pérola da banda: "Powerslave", música que é sempre um grande momento da apresentação da banda. Mesclando bem o repertório, a banda segue com as poderosas e quentes "Death or Glory" e "The Book of Souls", grande momento cênico de Bruce e instrumental de Gers, que também marca a entrada do boneco gigantesco do mascote Eddie ao palco.



Novidade nos setlists recentes do Iron, "Hallowed Be Thy Name", de "The Number of the Beast", emocionou o público com os falsetes rasgados de Dickinson, assim como a emblemática "Fear of the Dark", que estourou moshs animados. Impossível não se arrepiar ao ver a Esplanada cantando em uníssono o famoso coro da música, do disco homônimo de 1992. Como num fim apoteótico, a banda liderada pelo frenético Steve Harris, que não para quieto um minuto, a banda executa "Iron Maiden", do primeiro disco, de 1980, com um grande Eddie atrás da bateria. Mas o grupo volta ao palco para o bis, que começa com outra pedrada, "The Number of The Beast". Após um discurso pacifista, Bruce diz que somos todos irmãos, independente de fronteiras geográficas, e anuncia a emocionante "Blood Brothers", de "Brave New World" (2000). Fechando o show, "Wasted Years", de "Somewhere in Time" (1986), mostra que o Iron Maiden é uma banda que entrega o que promete. Bruce agrade Belo Horizonte e diz que a banda, apaixonada pelo Brasil, voltará ao país. Nós sabemos que sim - ainda bem.

fonte: http://www.otempo.com.br/divers%C3%A3o/iron-maiden-levanta-20-mil-headbangers-de-todas-as-idades-em-bh-1.1263100

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