Eddie: Por que ele é o membro mais importante do Iron Maiden?


Por Rob Fritzpatrick:

O ano é 1980. Margareth Thatcher com sua lábia e seus subordinados deixaram a Inglaterra estrangulada. O som matador que sai do estéreo Sanyo é Prowler, faixa 1 do primeiro álbum do Iron Maiden. Olho para meu irmão, e silenciosamente concordamos em colocar aquela cabeça mórbida e aquele logotipo daquela intensa e rude banda em nossas roupas. Eu tinha 11 anos.

De fato, se não me engano, a primeira vez que ouvi Iron Maiden foi na excelente coletânea Axe Attack Volume 1. Era o disco "mais ou menos Metal" que nós tínhamos, e mais uma seleção incluindo verdadeiros clássicos (Paranoid, Bomber) e coisas que não valiam a pena, entre eles, Frank Marino & Mahogany Rush. 

É difícil dizer depois de 35 anos o que era o que era aquele fantasma cabeludo, punk, a la "Elvis" que estava na capa...ou o que era aquela dupla de guitarristas que era a principal atração em 1980. Enquanto isso, a música ficou mais polida no decorrer dos dois próximos álbuns, particularmente quando Bruce Dickinson substituiu Paul Di'Anno. Contudo, Eddie permaneceu. E Cresceu. E se tornou - efetivamente - um membro da banda. Talvez o mais importante membro.

Voltando à mente de todos jovens fãs de música, ao ouvir algo novo, há um questionamento: Eles são legais? Será que vou ser denunciado publicamente no "Playground"? Decidido a admitir gostar de uma banda é, portanto, intrinsecamente ligada tanto da própria felicidade, e para a sobrevivência da espécie. O frio objetivo da banda (ou estilo de música) é irrelevante. Para um garoto de escola católica, à beira de todos os tipos de anomalias biológicas relacionadas com o cabelo, um som muito alto, emocionante, visualmente retratado por um assassino aparentemente morto.

Teria sido compreensível, mas insensato, para o Iron Maiden ter dado uma nova roupagem antecipada para o Eddie, quer com o lançamento de Killers no início de 1981, ou quando Bruce chegou em '82. Ouvindo Paul Di'Anno, um cantor menos tecnicamente excepcional, mas de gritos igualmente emocionantes, e olhando para as feições macabras de Eddie nas capas dos dois primeiros álbuns. Mas, fazendo a cara da banda maior, mais assustadora e visivelmente mais malvada - veja! Eddie está literalmente controlando Satanás - na capa de The Number of the Beast, o Maiden tornou óbvio que ele estava aqui para ficar.





Houve claro, evolução. Assim como a banda mudou ao passar de tocar em pubs para até lugares com 40.000 lugares, a versão "ao vivo" do eterno mascote do Maiden cresceu fisicamente. Você não seria capaz de ver os rostos, individualmente, dos membros da banda antes da telas gigantes serem inventadas, mas você não perderia um Eddie de 3 metros de altura. Em duas dimensões, Eddie se adaptou para caber em temas de cada álbum. Seu cérebro - como se ele tivesse um - foi removido em Piece of Mind. Eddie veio em seguida nos palcos como um Deus Egípcio (Powerslave), um policial ciber-futurista (Somewhere in Time) e um corpo pela metade, que parece ter saído de um pesadelo (Seventh Son of a Seventh Son). A capa do álbum No Prayer for the Dying (1990) pode ser interpretada como um flashback. Edie parece uma reencarnação da era Paul Di'Anno, como ele se expressa a partir do que seria de esperar em seu próprio túmulo.

Através dessa, e das seguintes versões, a relação de Eddie com a banda sobreviveu, mesmo nas mais doloridas trocas de formações. Isso deu longevidade ao Maiden. Eddie vende tanto álbuns, como mercadorias relacionadas a banda, até para quem não é fã. Lembram de Miley Cyrus com uma camisa do Iron Maiden? Lady Gaga? E Hilary Duff? Outras bandas, no caso do Motorhead, têm também se baseado em um mascote, e por décadas desafiam e presos a ele; e, talvez, é inevitável que um projeto brilhante pode, em algum momento, tornar-se um item de moda para as pessoas que poderiam optar entre Love me Like a Reptile ou Children of the Damned. E isso é algo legal. Steve Harris não está reclamando...presumo.

Fonte: Classick Rock.






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