BRUCE DICKINSON: “O primeiro álbum do IRON MAIDEN soava como um saco de merda”


Traduzido por Michelle Ferreira Sanches exclusivamente para o Iron Maiden Brasil

Bruce Dickinson, o vocalista do Iron Maiden, não entende o porquê de alguns grupos cujo início é descrito como ‘punk’ dizem que ‘de maneira nenhuma o Maiden já foi, nem remotamente, uma banda punk’.

Falando para SPIN.com sobre a suposta influência punk no clássico primeiro CD do Maiden – que apresentava o vocalista anterior, Paul Di’Anno’ – Dickinson diz: “Se você ver as antigas entrevistas do Steve Harris (baixista e líder do Iron Maiden), ele odeia punk rock. O primeiro álbum do Maiden soava punk porque soava como um saco de merda. Ele (Steve) odeia aquele álbum. O primeiro vocalista (Paul Di’Anno) deu esse tipo de vibe ao álbum, mas a coisa punk foi colada à banda pela imprensa. A banda absolutamente odiava isso, porque não havia jeito nenhum no planeta do Maiden ser, mesmo remotamente, uma banda punk. Assim que Killers saiu - que é aliás um álbum que soa incrivelmente bem, o que era óbvio –, cadê aquela coisa punk em Killers? Você tem Murders in the Rue Morgue, que podia muito bem ser uma música do álbum do Deep Purple, ‘In Rock’; você tem Prodigal Son, uma doce baladinha progressiva, você tem Twilight Zone, todo esse tipo de coisa – cadê a coisa punk? Não tem.”

No ano passado, Dickinson foi manchete quando disse que ‘punk era uma droga’. Ele explicou ao The Guardian: “O mais próximo que a ‘indústria’ chegou de aceitar o metal foi o punk. A razão pela qual aceitaram o punk é porque ele era uma droga e a razão pela qual eles aceitam droga é porque podem controla-la. Eles podiam dizer: ‘oh, sim, nós somos punks então podemos olhar com desprezo para todo mundo. Nós não sabemos tocar a porra dos nossos instrumentos, mas isso quer dizer que podemos fingir que essa coisa toda é uma enorme performance artística.’ Metade dos garotos que estavam em bandas punk estavam rindo de tudo isso, dizendo: ‘Que bando de babacas. Muito obrigado, nos dê o dinheiro e estaremos esfregando essa merda bem nos seus narizes enormes.’ Mas o que eles realmente adorariam estar fazendo era estar em uma banda de heavy metal, cercado por estrelas pornô.”

Em uma entrevista para The Quietus, em 2012, Harris foi perguntado se ele compartilhava a consciência do ‘faça-você-mesmo’ com as bandas punk do final dos anos 70, e começo dos anos 80. Ele respondeu: “Eu não compartilhava isso com eles. Eu não compartilharia nada com eles, porque eu os odiava! Eles estavam tirando concertos de nós. Eles apareciam – os grandes artistas que eles eram – e a maioria deles nem sabia tocar, o que era irritante. E a maioria deles estava conseguindo shows e publicidade e não nos deixando ter uma parcela disso. Então nós tivemos sorte que haviam alguns lugares onde podíamos tocar, como Cart and Horses, The Ruskin Arms, em Strattford e The Bridgehouse, em Canning Town. Foi muito, muito difícil. Então, não, nós os odiávamos e odiávamos o que eles representavam. Não tínhamos nada em comum com eles. A maioria deles parecia ser de garotos de que vinham de boas famílias e que estavam apenas fazendo merda porque eram jovens e famintos, de qualquer modo. Não eram verdadeiros, a maioria deles.”

O décimo sexto álbum de estúdio do MAIDEN - o primeiro duplo -, “The Book of Souls”, foi lançado mundialmente em 04 de Setembro pelo Parlophone (BMG, nos Estados Unidos).

Fonte: Blabbermouth

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Rubens Sampaio

3 comentários:

  1. Alguma duvida que o Paul Di'Anno vai dar uma resposta bem "Paul Di'Anno" ao Bruce?

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  2. Paul Di'Anno é um bosta mesmo, concordo com o Bruce...inclusive acho que o Iron Maiden deveria regravar os dois primeiros álbuns e deixar esse merda cair no esquecimento de vez...

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    1. Calma gente, calma!! Não há como regravar os álbuns... Como ficaria a música Prowler. Esta música foi regravada pelo Bruce (assim como Charlote the Harlot) em 1988 e não ficou tão legal como a original. Sem alguém me dizer, sempre achei que a música Running Free tinha algo de punk nela... Mas nunca me importei com isso. Só a música com o selo Iron Maidem me importava.

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