Team Rock: Resenha de The Book of Souls.


O site Teamrock.com divulgou através do jornalista Dom Lawson essa que é a primeira resenha oficial do novo álbum do Iron Maiden "The Book of Souls". Acompanhem:

Nota 9/10

Um novo álbum do Iron Maiden é sempre um grande evento, não apenas porque a banda de alguma forma sustentou um nível surpreendente de popularidade para a maior parte de suas três décadas de existência.

O que é menos freqüentemente reconhecido, no entanto, é que, desde o retorno de Bruce Dickinson e Adrian Smith em "Brave New World" (2000), o Maiden não só cimentou o seu estatuto de banda mais reverenciada do Heavy Metal, mas, audaciosamente, construída sobre ela, tornando-se cada vez mais dominante como consequência.

Claro, "The Book Of Souls" chega em meio a uma tempestade adicional de drama, a luta genuinamente chocante de Dickinson contra o câncer fez surgir um cenário inesperado e indesejado de superação e triunfo por trás de um álbum há muito tempo aguardado - o 16º álbum - que não precisava exatamente um impulso extra .

Concluído antes de Dickinson ter recebido o diagnóstico dissonante, "The Book Of Souls "é o som de uma banda no auge de seus poderes, tanto individuais como coletivos E o próprio desempenho de Bruce não dá nenhuma pista de seu estado de saúde. Alguém poderia levianamente dizer que este teria sido uma excelente declaração final para todos os interessados, mas é difícil pensar em outra banda dessa safra que seria capaz de soltar tal declaração.

.O CD começa com uma das duas canções escritas exclusivamente por Bruce Dickinson. IF ETERNITY SHOULD FAIL inicia com uma estranha introdução, quase psicodélica, de uma sirene de ataque aéreo com tons que flutuam no espaço cintilante, antes do primeiro dos inúmeros riffs poderosos. Sombrio no tom e textura com uma pitada a mais de peso, como o Maiden nunca soou antes, em seus oito minutos e meio apressados no que parece ser metade desse tempo, subindo coros e com uma mudança de ritmo tipicamente hábil na metade, acrescentando a pancada no final.

Nos álbuns mais recentes do Maiden tem sido notável, principalmente as faixas épicas e a natureza mais progressiva dos seus conteúdos, enquanto "The Book Of Souls" certamente passeia por esse caminho em numerosas ocasiões, é também um álbum que transborda com flashes de concisão. SPEED OF LIGHT, DEATH OR GLORY e TEARS OF A CLOWN trazem todo o clímax em torno da marca dos cinco minutos e as três são potenciais hinos instantâneos do Iron Maiden. A mão do esperto compositor Adrian Smith se faz sentir presente, trazendo de volta aquilo que por vezes foi perdido durante a década que passou longe da banda. Entretanto, tanto THE GREAT UNKNOWN e WHEN THE RIVER RUNS DEEP dizem muito sobre a química intuitiva entre Adrian Smith e Steve Harris. Seus esforços de colaboração produzem monstruosas mini-sinfonias para Dickinson soltar o seu poderoso vocal outra vez.

No entanto, "The Book Of Souls sem dúvida será mais comemorado por seus épicos. E se você pensou que o Iron Maiden tinha retirado todas os seus "flashbacks" no passado, você pode precisar de cintos de segurança e uma rápida oração para Eddie desta vez. THE RED AND THE BLACK é a única composta apenas por Steve Harris, mas é uma das coisas mais emocionantes e fluidas que ele já escreveu. Cerca de 14 minutos de ritmos e riffs entrelaçados. Uma breve lembrança para o som épico de Flight Of Icarus aqui. Uma saudação para o Thin Lizzy e backing vocals que certamente significam que esta deve se tornar imediatamente uma das favoritas ao vivo quando o Maiden seguir o caminho do "Livro das Almas" na turnê.

O mesmo vale para a faixa-título Uma aventura absurdamente grandiosa e teatral que abraça mais ideias inteligentes em seus dez minutos e meio do que qualquer outra banda gostaria de ter feito em toda sua carreira. E se Dickinson poderia cantar menos por ser um homem prestes a descobrir um tumor em sua garganta... bem, não é preciso dizer que a sua recuperação tem sido talvez a coisa menos surpreendente na história recente do Maiden. A interação entre os três amigos atinge um pico semelhante na expansão estrondosa de SHADOWS OF THE VALEY e, na melhor de todas, com Harris e Dave Murray na sombria e inquietante THE MAN OF SORROWS, aonde a poderosa produção de Kevin Shirley, sem grandes pretensões, brilha como uma luz sobre a interação orgânica e plena entre os seis músicos.

Tão longo, tão brilhante. Mesmo o maior fã do Iron Maiden e descontroladamente otimista poderá encontrar-se momentaneamente chocado com "The Book Of Souls". A canção mais longa que a banda já gravou, EMPIRE OF THE CLOUDS é essencialmente uma ópera do metal pesado com 18 minutos, repleta de trechos de Bruce Dickinson pela primeira vez ao piano e arranjos orquestrais suntuosos que agregam, imensamente, uma sensação cinematográfica da canção. A faixa conta de maneira detalhada e poética a história do desastre do dirigível R101 de 1930, uma obra impressionante e claramente um trabalho feito com amor por Dickinson, autor da canção, em particular.

E, chegando ao final de um álbum tão consistente e notável do Heavy Metal, nos fazemos uma pergunta óbvia: Há alguma coisa que o Iron Maiden não pode fazer? The Book Of Souls não sugere. Este disco não soa nada como o trabalho de uma banda chegando ao fim de seu caso de amor com a música. O futuro pode até mesmo realizar maravilhas ainda maiores.




Sobre Alexandre Rodrigues Temoteo

Alexandre Rodrigues Temoteo

4 comentários:

  1. Bruce no piano... prevejo coisas boas por ai

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  2. Caralho, o q se espera de uma banda q ja vai fzer 4 decadas de existencia, e nda mais justo dq comemorar o aniversario com um cd epico eq e o primeiro duplo gravado em estudio em tda a historia da banda!
    Semana q vem eu ja peco o meu queri logo ouvir ele!

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  3. Que merda de resenha.

    Parece que o Iron Maiden contratou o cara pra escrever isso.

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