Metal Hammer: Resenha de The Book Of Souls em edição especial

A edição especial da Revista Metal Hammer já se encontra nas bancas e com ela um mega apanhado sobre The Book Of Souls. Abaixo segue uma breve analise das musicas feita pela revista.

If Eternity Should Fail (8.28)

Uma introdução sinistra e psicodélica dá lugar a um das mais pesadas musicas  de abertura de um álbum do Iron Maiden, alegremente épica esse hino inaugura um paraíso.  A voz de Bruce é grandiosa, os riffs da mesma forma.

Speed of Light (5.01)

O primeiro single é um clássico instantâneo, impregnado de "2 minutes to midnight", mas de alguma forma mais nítida, mais sucinta e gozando de tanta energia quanto o Maiden fez em 1984. Sim, é tão bom quanto.

The Great Unknown (6.37)

Uma mistura de ritmo lento e ardente com uma introdução do baixo de Steve Harris e uma seção atmosférica e descontrolada no final. Como tudo neste álbum, possui um enorme coro e escorre uma intenção grandiosa.

The Red and The Black (13.33)

Em qualquer outro álbum inaugural, esta teria sido a peça central. Quase 14 minutos de cavalgada classica, reformulada em algo vital e aventureiro. O  "whoa-oh-oh" vai te morder. É garantido.

When the River Runs Deep (5.52)

Um espancamento na introdução e tons de trabalho dos anos 80 de Dio torna essa uma das músicas mais incisivamente metálica que o Maiden registrou nos últimos tempos. Outra preciosidade encarregada por Steve e Adrian.

The Book of Souls (10.27)

Atmosferas assustadoras assolam como a batida da faixa título que rosna para se exibir. "Épico' é uma palavra demasiada neste album, temos claramente uma alternativa mais sugestiva para descrever a pura imensidão deste hino para os maias.

Death or Glory (5.13)

Certamente destinada a ser uma grande favorita quando o Maiden entrar em turnê, este rasgo  da 1ª Guerra Mundial trás soldas e fios e infecciona como “Running Free” com ritmo para um coro do tamanho do planeta Júpiter.

Shadows Of the Valley (7.32)

Tons escuros e um leve toque de ameaça sobrenatural permeiam neste labirinto de passagens entre riffs e ganchos. Um gosto impertinente da leitura de Montségur (de Dance of Death de 2003), isto é para os headbangers dedicados.

Tears of the Clown (4.59)

Não é um cover de Smokey Robinson, mas um tributo sutilmente idiossincrático da alma torturada de um comediante que se deleita em momentos de malandragem rítmica enquanto é empunhando outro enorme coro.

The Man of Sorrows (6.28)

Escrito por Dave e Steve, este mal-humorado, com toques de blues, é todo em texturas escuras e crescentes woozy, com um refrão triunfante, mas pesaroso, que confirma que, apesar dos problemas de saúde que logo caem sobre ele, Bruce estava na sua ótima forma vocal no Maiden quando gravou seu novo “opus Magnum” (Obra divina ou Grande Obra).

Empire of the Clouds (18.01)

Maciça? Exagerada? Teatral? Assinale todas elas. Este é, talvez,  é a opus Magnum(Obra divina ou Grande Obra) de Bruce bem como é a coisa mais ousada que o Iron Maiden já gravou. A jornada final dos condenados no dirigível R101 trouxe vividamente em 18 minutos de peso audacioso, progressivo e infinitamente fascinante.


Resenha traduzida da edição especial:


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Danilo Pacheco

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