Kerrang! : Matéria sobre o Iron Maiden e seu novo álbum - Parte Final


Steve está longe de ser amargo por estar perdendo a coroa de músicas longas, no entanto, não só ele elogia as letras "poderosas" de Bruce, ele tem algo ainda mais ousado para dizer.

"Eu acho que é uma obra-prima, na verdade - acho que posso dizer isso porque eu não a escrevi",
ele ri.

Tenha em mente que, por 40 anos, Steve tem sido um mestre de uma atenuante humildade; autocongratulação é uma língua estrangeira para ele. Sua excitação pronunciada em seguida, é bastante reveladora.

"Soa como Maiden, mas é totalmente diferente do que fizemos antes", ele sorri. "Dezoito minutos soa como um longo tempo, mas na verdade é uma viagem assim que ... Bem, é melhor apenas deixar as pessoas ouvi-la e ver o que elas pensam. Mas é muito interessante. Certamente não é chata, vamos colocar dessa maneira! E há ainda outras músicas longas também. "

Claramente, depois de dois álbuns de densas, prog e canções sinuosas, as grandes ambições da banda não estão prestes a evaporar. Mas isso tem grandes implicações para os fãs do Maiden. A questão aparece: Os fãs estão preparados para um registro da donzela tão vasto como The Book Of Souls?

Aqui está outro fato interessante sobre The Book Of Souls: se você colocar suas três canções mais longas em conjunto - a faixa título, Empire Of The Clouds e a que Harris escreveu The Red And The Black - você tem 42 minutos e um segundo de música. Isso é mais do que todo o seu disco clássico The Number Of The Beast. The Book Of Souls  é tão grande e complexo que Steve, talvez compreensivelmente está um pouco relutante para dissecar cada nota e letra com muita antecedência.

"É melhor não falar muito", diz ele, antes de acrescentar que haverá muito mais para falar "quando for à hora certa, e, em seguida, Bruce poderá falar muito mais sobre a sua situação".

O que Steve irá revelar agora, no entanto, é que ele abriga ilusões sobre o que este disco vai exigir dos fãs.

"Eu acho que você verá neste álbum que há muita coisa acontecendo", ele sorri. "Há um inferno de coisas acontecendo. Eu acho que haverá pedaços e peças que chegarão inicialmente as pessoas, mas eu acho que eles vão precisar escutar algumas vezes. É um álbum com muito tempo; Eu acho que é um álbum realmente interessante. Vamos esperar o que outras pessoas vão pensar que é interessante também.

Ainda assim, os fãs terão muito tempo para envolver suas cabeças em torno de canções como If Eternity Should Fail, When The River Runs Deep e Death Or Glory porque, nomeadamente, o Iron Maiden não vai estar tocando nenhum show em 2015, enquanto Bruce se recupera os fãs irão, no entanto, ter a chance de ver Steve tocando com seu projeto paralelo, British Lion, que lançou seu álbum de estreia autointitulado em 2012.

Mas por que agora?

"Obviamente, com o que aconteceu com Bruce este ano. Não há nada acontecendo com o Maiden e eu só quero ir e fazer algo para não ficar enferrujado", diz ele. "É provavelmente uma coisa egoísta, mas eu vou executá-lo por ele porque sou sensível com o que ele passou. Eu falei com todos do British Lion. Eu perguntei, 'Você se sente confortável comigo fazendo isso? Se você não for, eu não vou fazer. “Eles disseram: ‘Não há problema, podemos ir e fazer isso’, então eu pensei, ‘Tudo bem, eu vou, então”!

"Isso será apenas algumas semanas, mas a primeira vez que tocamos, em 2013, nós só fizemos quatro shows no Reino Unido, e só fizemos três no ano passado. "

Quanto à questão do que vem por aí para Iron Maiden? Bem, isso é completamente maior. Afinal, o que vem depois de uma banda cujo último álbum liderou as paradas em 28 países? Quando eles iniciaram a sua última turnê mundial, quando eles tocaram para bem mais de dois milhões de pessoas? Que já vendeu mais de 90 milhões de álbuns, cinco milhões de litros de sua própria cerveja e tocou mais de 2.000 shows em uma carreira que durou 40 anos?

Para Steve, o futuro é simples. Ele vai manter o plano que teve desde que formou o Iron Maiden no Natal de 1975. Ele vai continuar. Ele vai aproveitar cada segundo dessa porra. (Palavras do entrevistador!)

"Sempre que fazemos um novo álbum, sempre saímos com um novo show no palco; isso é excitante por si só”, diz Steve, antes de continuar, "sempre sentimos como cada show é sagrado nestes dias de qualquer maneira, e eu suponho que ainda mais agora depois do susto com o que aconteceu com Bruce. Faz tudo ser mais importante para nós. The Book Of Souls é um álbum realmente poderoso, nós estamos realmente orgulhosos dele e não podemos esperar para sair e tocar músicas novas na turnê. Estamos realmente ansiosos por isso. "

Considere-se avisado então: o Iron Maiden vai te pegar. E desta vez eles não querem apenas tudo de você, eles querem sua alma também.


Fim da Parte III e da entrevista!


Nota: O conteúdo da tradução foi adaptado da entrevista na revista Kerrang! nº1575, alguma falas do entrevistador e do entrevistado tiveram algumas modificações para contextualizar um melhor entendimento do assunto.

Sobre Danilo Pacheco

Danilo Pacheco

2 comentários:

  1. Ansiedade a mil pra ouvir a nova obra da melhor banda de Heavy Metal de todos os tempos, já deixou o Sabbath pra traz.....

    Frank

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    1. Concordo e torço muito por esse novo álbum. Final foi horrível no geral para mim.

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