Em entrevista recente para a Metal Hammer o baixista deixa claro que apesar de ser crítico ao álbum acaba por defender-lo.
“Eu acho que é um álbum realmente forte […]. Eu não me importo com esse tipo de coisa [com as críticas]. Lembro de quando o álbum ‘A Passion Play’ (1973), do Jethro Tull, foi duramente criticado e Ian Anderson não queria mais tocar no Reino Unido. Se fosse comigo, eu teria abraçado isso. Teria colocado todos os jornalistas em uma sala e partido para cima deles, não fisicamente, mas verbalmente. Se alguém diz que não gosta de algo, isso faz com que eu abrace aquilo ainda mais. Você precisa acreditar no que faz, não é?”
Para Steve, o álbum que foi gravado no celeiro de sua fazenda, no interior rural da Inglaterra, com o estúdio móvel dos Rolling Stones, tinha o objetivo de que soasse como um álbum ao vivo.
“Estávamos tentando fazer com que soasse como um álbum ao vivo e é por isso que levamos o estúdio móvel dos Rolling Stones para gravar ao vivo no celeiro. Provavelmente deveríamos ter colocado sons de público, porque isso teria feito com que parecesse mais um álbum ao vivo de verdade. Fizemos isso no vídeo de ‘Tailgunner’ e fez uma grande diferença.”
Já em 2022 durante a Legacy Of The Beast World Tour que mais uma vez renegou músicas deste álbum, Harris afirmou a Metal Hammer que a tentativa de fazer o álbum parecer uma apresentação ao vivo “não funcionou completamente”. Ainda assim, o músico ressaltou que não considera o material o pior trabalho da discografia:
“Nós tentamos fazer com que o álbum soasse o mais próximo possível de uma apresentação ao vivo. Para mim, não funcionou completamente. Mas, novamente, depende de com quem você está falando. Algumas pessoas acham que é o nosso melhor álbum, enquanto outras acham que é o nosso pior. Eu, particularmente, não acho que seja o nosso melhor, mas certamente não é o nosso pior.”
A opinião de Bruce Dickinson é bem clara e direta:
“‘No Prayer for the Dying’ foi um álbum que eu tenho que compartilhar a responsabilidade coletiva e também a culpa por ser possivelmente o trabalho com pior som do Maiden de todos os tempos, com exceção do primeiro. Todos nós entramos em uma espécie de loucura coletiva e gravamos na cabine antiquada dos Rolling Stones em um celeiro no meio do inverno. Num acesso de entusiasmo, pensamos ‘nossa, seremos terrivelmente descolados porque seremos agrícolas’ e estávamos correndo por aí com palha no cabelo fazendo solos de guitarra e coisas assim. Um disco com qualidade sonora horrível.”
Anos mais tarde, à Classic Rock, em 2000, ainda acrescentou:
“Foi uma m#rda! Era um disco que soava uma m#rda, e eu queria que não tivéssemos feito dessa forma. Na época, eu me senti tão culpado quanto qualquer outra pessoa, dizendo: ‘Que legal! Olha, estamos todos cobertos de palha!’ Que piada!”
E você o que acha do NPFTD?


Gosto de X-Factor e Virtual IX mas do disco Fear Of The Dark e o No Prayer For The Dying para trás, estão todos em niveis acima dos discos com Blaze. 📀💿
ResponderExcluirRespeito mas não concordo com a opinião de Bruce sobre a sonoridade de No Prayer For The Dying. É um disco que foi realmente uma tentativa de fazer um produto 'orgânico', 'ao vivo', segundo o próprio Steve Harris. Poderia ser melhor mas ainda é um album vibrante da época de 1990, com guitarras, bateria e a voz de Bruce, enfim soando tudo bem brilhante graças a produção do lendário Martin Birch.
E se você tiver o album original em lossless/ cd e escutá-lo em um aparelho de som micro-system de qualidade estéreo, Hi-res, ou Caixas-monitor de estúdio profissional como os da Edifier, Yamaha HS, TomaTe Pioneer, a experiência é fantástica.