[ NICKO MCBRAIN ] - “Uma lágrima escorreu pelo meu rosto”: sobre o poderoso novo documentário do Iron Maiden, Burning Ambition

 Nesta semana, o Iron Maiden lança seu aguardado filme que percorre toda a carreira, Burning Ambition. O projeto – dirigido por Malcolm Venville – mistura entrevistas com imagens de arquivo impressionantes, além de participações de Javier Bardem, Lars Ulrich, Chuck D e alguns dos fãs mais dedicados da banda. Como o lendário ex-baterista Nicko McBrain nos conta, é uma verdadeira montanha-russa emocional…

Em algum momento recente – bem, aproximadamente cinco semanas atrás – o lendário Nicko McBrain foi ao seu cinema local na Flórida para uma exibição ultrassecreta. Tão secreta que até ele – uma das estrelas do filme – teve que entregar o celular na entrada antes de assistir.

“Mas… você não sabe quem eu sou!?” brincou ele, sorrindo ao entregar o aparelho.

Ao relembrar isso – e não será a primeira nem a última vez hoje – Nicko cai na risada enquanto começa a refletir sobre Burning Ambition, um novo filme triunfante que conta a história do Iron Maiden desde seus humildes começos no East End até turnês globais em seu próprio avião. Há momentos fascinantes, altos e baixos emocionantes, diferentes formações e mais versões do Eddie do que dá pra contar. É muita coisa pra absorver. Pergunte ao próprio Nicko…

“Eu estava sentado com minha esposa e me emocionei, foi brilhante”, ele conta. “A única crítica que tenho é que, quando trocaram o Clive Burr por mim na bateria, não fizeram tanto alarde – eu quero todos os holofotes!”

Dá pra imaginar o tom brincalhão no rosto dele. Esse é o Nicko. E, sinceramente, é ótimo vê-lo assim depois de tudo que passou.

Ainda não faz nem dois anos desde que o baterista anunciou “com tristeza e alegria” que deixaria as atividades com o Iron Maiden após 42 anos, depois de sofrer um AVC em janeiro de 2023.

Ele está carismático enquanto fala de tudo: dos seus cachorros (“Um é bagunceiro, o outro é bem tranquilo”), do clima (“Você vai ficar feliz em saber que está chovendo pra caramba aqui!”), mas o foco principal é o filme da banda – o que ele representa e o que significa ver sua vida na tela.

“Sempre disse: um homem teve um sonho”, afirma, elogiando a visão de Steve Harris. “No começo eram quatro caras vivendo isso com ele, hoje são seis. Essa história mostra o crescimento da banda desde o início, o trabalho duro do Steve, a dinâmica dele com a equipe, a equipe técnica maravilhosa, a Sanctuary Records e a casa que o Eddie construiu.”

Com tanta história, Nicko mergulha nas memórias…

Qual foi a maior surpresa ao assistir o filme?

“São 50 anos de história. Como contar isso em 90 minutos? É muita coisa, mas achei brilhante. Fiquei emocionado. Mas o mais especial foi ver os fãs contando o que significamos pra eles. Teve momentos em que comecei a chorar e minha esposa apertou minha mão.”

Ele cita histórias marcantes, como um soldado que disse que a banda literalmente salvou sua vida, e reforça como a conexão com os fãs é central.

Sobre momentos constrangedores?

“Meu primeiro ensaio fotográfico com cabelo curto! Todo mundo com cabelo comprido e eu lá… pensei: ‘Meu Deus, como eu era jovem!’”

Sobre entrar na banda:

“Tem coisas que nem lembrava mais. A viagem pra Polônia, por exemplo, foi muito poderosa. E ver um amigo querido no filme, que já faleceu, trouxe lembranças fortes.”

Sobre o ritmo insano dos anos 80:

“Éramos jovens, cheios de energia. Tocávamos três, quatro noites seguidas. Gravava álbum, fazia turnê, descansava pouco e repetia tudo. Não sei como aguentamos, mas dávamos 110% em cada show.”

Sobre os anos 90 e a fase com Blaze Bayley:

“Foi difícil substituir o Bruce. Mas nunca perdemos a essência. Continuávamos sendo o Maiden, só que uma versão diferente.”

Sobre o retorno do Bruce Dickinson:

Nicko admite que ficou chateado na época, mas resolveu tudo de forma direta:

“Falei o que sentia. Ele respondeu com sinceridade. Nunca mais falamos disso.”

Sobre problemas de saúde e aposentadoria:

Ele conta que começou a ter dificuldades físicas para tocar e decidiu parar:

“Não era justo com a banda. Foi muito emocional admitir isso depois de 42 anos.”

Sobre o último show:

“Ver aquilo no cinema me emocionou. Pensei: ‘Esse foi meu último momento’. Foi muito forte.”

Sobre o novo baterista:

“Ele é ótimo. Dei umas dicas, mas ele está seguindo seu próprio estilo – e isso é importante.”

E a pergunta final:

Qual foi mais difícil: tocar com o Maiden ou no programa infantil Sooty?

“Definitivamente o Sooty! Tive que disputar com um fantoche na bateria, meu filho fazendo bagunça no estúdio… foi um caos!” 😂

Burning Ambition estreia nos cinemas do Reino Unido em 7 de maio via Universal Pictures.

Créditos @loudwire

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