A Polícia Civil de São Paulo realizou na manhã desta quinta-feira (15) uma operação contra suspeitos de vender ingressos falsos para os shows do Iron Maiden no Brasil. A ação, que recebeu o nome de “Fear of the Pix” – em óbvia referência a “Fear of the Dark” (1992) –, aconteceu na capital paulista e na cidade de Guarulhos, na região metropolitana.
Como noticiado pela CNN Brasil, foram apreendidos computadores, relógios e carros de luxo nas duas sedes de uma empresa, que possivelmente era usada para escoar dinheiro ilegal, obtido através de um site fake que vendia os ingressos.
De acordo com as investigações (via g1), a quadrilha criou um site fraudulento que reproduzia fielmente a interface da plataforma Livepass, canal oficial de vendas da turnê Run for Your Lives World Tour. Na página falsa, eram anunciadas entradas para as apresentações que ocorrerão nos dias 25 e 27 de outubro de 2026, no Allianz Parque, com preços variando entre R$ 200 e R$ 700.
O caso começou a ser investigado em dezembro de 2025, após uma vítima registrar queixa. Ela relatou ter pago R$ 690 via Pix por um ingresso que nunca foi enviado. Ao procurar o suporte da plataforma oficial, descobriu que o site onde realizou a compra era um domínio clonado.
As investigações revelaram que as empresas envolvidas no golpe foram constituídas recentemente e apresentavam alterações societárias suspeitas. A polícia estima que a organização criminosa tenha movimentado aproximadamente R$ 120 milhões em diversas fraudes eletrônicas.
Durante as buscas desta quinta-feira, os agentes apreenderam:Três veículos de luxo (incluindo uma BMW e um Porsche);
13 relógios de luxo;
R$ 11 mil em espécie;
Seis computadores e documentos diversos.
Pelo menos uma pessoa foi detida e levada à delegacia para prestar depoimento. Em entrevista à CNN Brasil, o delegado titular do 42º DP, Alexandre Bento, alertou os fãs sobre a importância de verificar a grafia dos endereços eletrônicos (URLs).
“É uma reprodução muito idêntica ao site original. A pessoa tem que estar sempre atenta à grafia na página de endereçamento. Eles sempre trocam ou invertem as palavras. São nesses mínimos detalhes que é possível diferenciar o verdadeiro do falso.”
O caso segue registrado como associação criminosa e estelionato eletrônico. As autoridades agora trabalham para identificar outros envolvidos e bloquear as contas bancárias utilizadas para o recebimento dos valores das vítimas.


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