[OPINIÃO] - Regis Tadeu comenta: "Que vacilo, Steve Harris!"

Com a aproximação da apresentação de Steve Harris com sua banda/projeto solo, British Lion, segue abaixo a opinião polêmica do Jornalista Regis Tadeu a respeito de alguns erros de Steve Harris.

Lembrando que o texto abaixo não expressa a opinião da equipe IMB e que estamos noticiando a opinião do Jornalista a respeito do assunto. O texto original se encontra publicado no site do autor:
https://registadeu.com.br/que-vacilo-steve-harris/





Que vacilo, Steve Harris!

Eu já sabia que ele viria ao Brasil para divulgar seu – assumido – primeiro trabalho solo, British Lion, lançado em 2012 e também já esperava que ele mudasse a data de seu show em São Paulo para não coincidir com um evento que vai reunir Judas Priest, Alice in Chains e Black Star Riders na mesma noite – vou escrever a respeito de todas essas apresentações no “É Show ou é Fria” correspondente à semana em que elas ocorrerem. O que não consigo entender é por que Steve Harris consegue tomar decisões 99,9% certeiras quando se referem ao Iron Maiden e vacila vergonhosamente em outras áreas de sua carreira.
Sim, eu sei que ele errou muito quando escolheu Blaze Bayley como o substituto de Bruce Dickinson no grupo em que é o líder indiscutível – embora eu reconheça que The X Factor é um disco criminosamente subestimado do Iron Maiden e que constrangedor mesmo é o Virtual XI -, que ele demorou muito para perceber a mancada que deu e tomar a decisão de ‘engolir o sapo’ e chamar Dickinson de volta (pode botar tudo isso no 0,1% que faltou acima). Também errou ao tentar emplacar as respectivas – e terríveis – bandas de seus filhos Lauren e George Harris para abrir shows do Iron Maiden pelo mundo. O que não dá para entender mesmo é o motivo que o faz vir ao Brasil não apenas para divulgar um trabalho de seis anos atrás, mas também por ser este um disco simplesmente vergonhoso de tão ruim.
Caso você não tenha ideia do que estou escrevendo neste exato momento, reproduzo abaixo o texto que escrevi a respeito dessa porcaria na mesma semana em que foi lançado originalmente.

Sou o primeiro cara a defender a ideia de que discos de carreira solo não podem soar como a banda do sujeito que se mete a fazer isto. E o exemplo que sempre empreguei para derrubar qualquer opinião antagônica é “de que adianta o Steve Harris soltar um disco que soe exatamente como o Iron Maiden?” Como o baixista e líder incontestável da banda inglesa nunca havia cogitado em fazer algo do tipo, meu argumento funcionava perfeitamente na hora de convencer as pessoas.
Foi então que, meses atrás, surgiu a notícia bombástica: Steve Harris iria lançar um disco solo! As possibilidades eram boas. Ele não foi nada rápido na hora de decidir soltar um trabalho deste tipo, em algumas entrevistas anunciou que grande parte das canções remeteria às suas influências advindas dos anos 70 e por aí foi… Beleza. A velha ideia que sempre defendi iria se concretizar.
Amigos meus e inúmeros leitores me bombardearam nos últimos tempos com perguntas do tipo “já ouviu alguma coisa do disco?”, “como você acha que virá o som do Harris?” e uma série de outras questões. Minha resposta era sempre a mesma: “não crio expectativas, mas o álbum tem que soar radicalmente diferente do que ele faz no Maiden”.
E então o disco acaba de sair. E ele realmente não tem quase nada a ver com o som do Iron Maiden. Sim, eu escrevi “quase” e você vai entender isto daqui a pouco. Mas há um problema muito sério: o disco é muito, mas MUITO ruim!!!
Para começar, o título, British Lion, é na verdade o nome de uma banda que Harris chegou a empresariar no início dos anos 90. Foi de lá que vieram o vocalista Richard Taylor e um dos guitarristas, Graham Leslie. Na parte musical, o repertório foi composto ao longo de vários anos e este tipo de coisa sempre deixa uma marca de inconstância em qualquer trabalho. Só que a coisa aqui está abaixo da crítica.
Harris alardeou que o disco traria canções com fortes influências do hard rock dos anos 70. Balela. A única canção que se aproxima deste conceito é “The Chosen Ones”, que traz fortes influências de Sweet, UFO e Boston. Quase todas as outras soam como um Audioslave mais “AOR” — ou “adult oriented rock“, uma designação dada pelos americanos para aquele tipo de som que é bom para tocar nas rádios FMs. Estes são os casos de “This is My God”, “These Are the Hands” e “Lost Worlds”, esta última, para piorar, com ecos de Marillion em sua parte final. As três têm uma característica em comum: são horríveis!
“A World Without Heaven” e “Eyes of the Young” parecem aquelas músicas que tocavam em filmes medíocres da Sessão da Tarde nos anos 80. “Judas” tem duas partes tão absurdamente distintas que parecem ter sido emendadas à força por Harris, como se pensasse em arrumar um pretexto para dizer na imprensa que também usou influências de rock progressivo. Cascata total!
Tem até sobras de coisas que não foram usadas no Iron Maiden. Aposto que “Us Against the World” foi vetada pelo resto da banda porque é simplesmente pavorosa, mesmo apresentando aquele fraseado típico de guitarras dobradas em uníssono. De sua parte, Taylor canta esta canção como se tivesse engolido o cadáver de um gambá.
E por falar no vocalista, é ele um dos grandes culpados pelo fracasso deste álbum. Seus vocais com timbres genéricos, linhas de voz chorosas e sem um pingo de potência contribuem decisivamente para estragar o disco inteiro. O cara conseguiu a proeza de colocar alguns dos vocais mais patéticos dos últimos tempos na horrorosa “Karma Killer”. A balada que fecha o disco, “The Lesson”, até que começa bem, com um bonito arranjo de cordas e piano, mas tudo naufraga em um oceano de sacarose por conta do chororô de Taylor, um troço que beira o insuportável.
Já deu para sacar que Harris é péssimo na hora de escolher vocalista — vide a opção por Blaze Bayley para substituir o então demitido Bruce Dickinson no Iron Maiden, né?
Caso Harris resolva ajudar a si mesmo, ele tem que prometer que jamais voltará a lançar um disco solo novamente. Sem seus companheiros/empregados assalariados/parceiros de composição no Iron Maiden, ele é apenas um ótimo baixista e um compositor medíocre.
Caso você queira comprovar o que escrevi, coloquei abaixo o álbum na íntegra para você ouvir de cabo a rabo. De quebra, trago também o show que Harris e seus cúmplices fizeram no ano passado no tradicional festival Wacken Open Air. A partir de agora, você está por sua conta e risco…




Fonte: https://registadeu.com.br/que-vacilo-steve-harris/

E AI? 6  Anos apos o lançamento qual sua opinião a respeito do British Lion?


 

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8 comentários:

  1. Tenho uma pequena opinião sobre isso:

    1-) O show já tá marcado - inclusive antes mesmo de ser anunciado do Judas - e acredito que por questões de logísticas, uma alteração de data é impossível.

    2-) Minha família sempre me ensinou um negócio: Não consegue fazer melhor, não reclama. Aquilo é um projeto do cara, ninguém é obrigado a consumir produto algum.

    Enfim, estarei na primeira fila do British Lion - que ao meu ver, possui algumas músicas que se salvam sim -

    Namastê.

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  2. Só discordei da parte em que o Regis falou que Steve Harris "sem seus companheiros/empregados assalariados/parceiros de composição no Iron Maiden, ele é apenas um ótimo baixista e um compositor medíocre". Parece que esquece (ou desconhece) que no Maiden toda música que é creditada apenas ao Steve Harris, ele compõe sozinho a música inteira. Somente os solos de guitarra são criados pelos guitarristas que os tocam. E quanta música foda o Harris já criou em sua história no Maiden... Prowler, Phantom of The Opera, The Number of The Beast, The Trooper, entre outras várias outras. Up The Irons!

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  3. Só concordo que o vocalista tenha um timbre no mínimo esquisito . Falando uma besteira enorme aqui , acho que o Blaze seria perfeito para essas musicas . Enfim , o texto só reflete a opinião dele , eque como todo mundo tem uma opinião sobre tudo hoje em dia , não vale muita coisa né ...

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  4. Aqui o vocalista da banda.
    Eu acho esse album muito bom.
    Irei no show.

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  5. Olha Maiden errou muito e a banda do Steve não gosto nem desgosto. Quanto ao Régis ele sempre fala, fala, fala e até papagaio fala li.

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  6. O disco é muito diferente do som do Maiden (ainda bem). E o disco tem sim INFLUÊNCIAS DO ROCK PROGRESSIVO E DO HARD ROCK DOS ANOS 1970. Balela é dizer que Steve Harris pegou sobras de música do Maiden. Não há nenhuma informação a esse respeito, portanto é um grande erro, um erro até covarde, afirmar isso. Bom se Harris é um compositor medíocre, o que dizer de um jornalista que vomita um texto desse na internet?
    Respeito a opinião quando ele diz que não gosta do disco. Afinal, cada um tem o direito de opinar e de gostar de qualquer coisa. Bom, agora falar que o disco não tem influências do rock progressivo dos anos 1970 e dizer que Harris é um compositor medíocre soa demasiadamente ignorante, grotesco.

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  7. não tenho opinião formada sobre o som do British Lion então não vou ficar falando merda só pra defender o Steve Harris, que pra mim é um dos maiores compositores e personagens da história do Rock. Só sei que o som não me pegou, não sei explicar, não consegui ouvir muito porque ... bom, não me pegou como eu já disse kkkk

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