Nicko McBrain: Falando sobre o novo set de bateria e do processo de composição de The Book of Souls.


Durante a NAMM 2016, acontecida entre 22 e 24 de Janeiro em Anaheim, California, Nicko McBrain concedeu uma breve entrevista ao portal Metal Shock Finland. Dentre os assuntos abordados, o novo kit de bateria e mais detalhes do processo de composição do tão aclamado The Book of Souls. Confiram:




Sobre o novo set de bateria:

"Eu deixei a Sonor em 1992 e fui para a Premier e infelizmente, coisas relacionadas ao trabalho não funcionaram para a empresa, e basicamente, eu estava sem um patrocinador na metade do ano passado. Então minha primeira ideia foi 'eu tenho que falar com Karl-Heinz Menzel, da Sonor, e ver se ele topa me ter de volta'. Então liguei para o Karl e disse a ele o que tinha acontecido. E ele disse 'olhe, adoraríamos ter uma reunião contigo'. E fui lá em Setembro. Meu empresário, Andy Taylor e eu passamos uma noite em Bad Berleburg (Alemanha) e nós apenas conversamos...e a coisa mais estranha..ou melhor...a melhor coisa de tudo isso foi que foi como se eu jamais tivesse saído da Sonor. Fazia mais de 20 anos que eu tinha falado com eles. Nos sentamos e Karl disse: 'O que você quer?' Eu respondi: 'Exatamente o que eu tinha há 22 anos atrás: mesmos tamanhos, mesma madeira'. Mas tem algo muito, muito especial que eles fizeram para mim nesse novo kit, o qual não posso revelar por que...bem..será mostrado no primeiro show. Posso dizer que trata-se de um kit esplêndido, espetacular. Acredito que vai até superar o kit usado no 'Somewhere in Time', de 30 anos atrás, e mesmo após todo esse tempo, Karl faz um kit dessa qualidade para mim. Ele basicamente pôs sua influência na concepção desse kit. Então, me sinto muito abençoado em sentir novamente esse vínculo. E estou de volta. E estou muito feliz. Muito, muito feliz."

Sobre The Book of Souls:

"Todo o álbum que fazemos sempre é o melhor álbum que já fizemos. Por que são capsulas do tempo. Eu sempre digo: 'É o melhor álbum que já fizemos'. Bem, este é definitivamente o melhor álbum que já fizemos..se não em termos das interpretações das pessoas dizendo, 'oh...The Number of the Beast foi melhor que aquele, e esse foi melhor que aquele outro'. Você tem seus favoritos, certo? Ele foi o melhor em termos de como o fizemos e a ligação que temos com ele. Mesmo após todos esses anos gravando juntos em estúdios, tivemos a melhor diversão no William Tell (estúdio) em Paris. Toda a vez que finalizávamos uma faixa, nos sentávamos todos na sala de controle e criticávamos o trabalho de todos tipo...'oh..isso tá soando legal, não está?' E Steve, Kevin e Bruce sempre vinham tipo: 'vamos fazer isso novamente'. Todos nós tínhamos em mente o que queríamos ouvir no resultado final. A mixagem ficou por conta de Kevin e Steve, mas nós nos divertimos muito. Pois nós escrevemos todo o álbum no estúdio, o qual foi a primeira vez na história que fizemos isso. Nós sempre escrevemos faixas no estúdio...por exemplo...quando você vai fazer um álbum e você tem somente seis ou nove faixas...e você tem que escrever mais três para completar. Então é isso...todo o álbum foi escrito no estúdio. Tivemos ótimos momentos. É um excelente estúdio."

A entrevista completa pode ser vista no vídeo abaixo:




Fonte: Blabbermouth



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Alexandre Rodrigues Temoteo

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