Metal Hammer: "British Lion é um animal curioso. Em um momento, ruge selvagem...depois, ronrona e fica manso."


"British Lion é um animal curioso. Em um momento, ruge selvagem...depois, ronrona e fica manso."
Por: Simon Rushworth


Uma banda criada pelo membro fundador Steve Harris às margens do seu trabalho no Maiden, British Lion, ao vivo, não é nem um “vai com tudo” do heavy metal, nem a polidez do hard rock, ambos os elementos existem dentro de um conjunto surpreendentemente eclético. Às vezes é como assistir a dois shows diferentes.

Os fãs de Maiden vestindo seus coletes favoritos, seus punhos sobre o peito, batem cabeça, como de costume. Não é. Mas é claro que este é um exercício de devoção cega para alguns: mais sobre o homem do que a música.

Depois, há os membros totalmente integrados do “sindicato dos baixistas”. Músicos que fixam seu olhar nas famosas dedilhadas de Harris, e tocam junto suas Fender´s imaginárias e se deleitam com a rara oportunidade de estar tão próximo de um verdadeiro mestre do baixo.

Um italiano de olhos arregalado – com mais de 40 shows do Maiden em sua vida – já viajou de Bérgamo para Tyneside para estar perto do cara visto frequentemente andando pelos maiores estádios do mundo, ladeado por cenários volumosos. "Nunca vi Steve em um lugar como este," ele sorri. "É especial."

Mas tirando os fãs do Maiden e os músicos, é possível chegar à raiz do problema que se refere ao British Lion. Parece que há um bando de apostadores para ver a banda, ao invés da marca. Que, nessa evidência, é uma pena.

Novas músicas como “The Burning” e “Bible Black” são repletas de paixão, mostrando que há um futuro para este projeto paralelo, muitas vezes esquecido. Harris, ostenta suor em suas faixas favoritas, combinando com a correia do baixo, desenrola os movimentos que são de sua marca, mas nunca inteiramente rouba o show.

O vocalista Richard Taylor garante que tem os toques e a confiança para desviar a atenção dos fãs, embora brevemente, do seu companheiro de uma banda famosa, e usa o show pra dar fim a qualquer preconceito.

Na estreia do álbum que leva o nome da banda, British Lion, lançado em 2012, o vocalista esforçou-se para se impor, mesmo que em Newcastle a realidade seja vista de outra forma. Taylor triunfou no desafiante hino “The Chosen Ones” e conseguiu alguns deleites em “The Young”, como se fosse a última canção que iria cantar.

Agora, o British Lion esta à mercê de uma faca de dois gumes: o homem leão que busca seu lugar ao sol e a sombra do Maiden que paira sobre uma banda que, desesperadamente, busca sua própria identidade e uma base de fãs dedicados. Viver e desencadear o projeto de estimação de Harris é, no mínimo, estar em uma posição para compensar o tempo perdido.



Fonte: Metal Hammer

Sobre Danilo Pacheco

Danilo Pacheco

4 comentários:

  1. Minha opnião Britsh Lion é igual pelada beneficente de jogadores de futebol no final de ano. Só pra se divertir. Pode surgir um lance bonito ma é só isso.

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  2. E esqueci, o vocalista é aquele convidado que só joga porque é amigo dos boleiros.

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  3. Pode ser, mas British Lion não é uma banda do Steve que quer ser a melhor do Metal, ou do Rock, nada disso, é apenas uma Banda que quer tocar, quer fazer sua musica própria, com suas influencias pessoais, ao menos foi o que entendi das matérias sobre eles.

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  4. E para concluir a minha borrifada, o Cidadão não precisa ter uma voz colossal, monstruosa, 'para ser um grande cantor, não precisa ter uma grande voz'!

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