[ DOWNLOAD FESTIVAL ] - Saiba como foi o show do Maiden e anuncio para 2017


Meia légua, meia légua, meia légua em frente. Pelo Vale da Morte marcharam os seiscentos. Avante, Light Brigade! Carreguem as armas, ele disse: pelo Vale da Morte, marcharam os seiscentos...
E às 8.46 pm, todos os olhos se voltavam para o palco Lemmy, com quatro minutos ainda para começar e, inacreditavelmente, sem chuva.
O local do show se parece com alguma cena de Paschendale – com a lama e balas (bem, latas de cerveja vazias, na verdade) – mas é o Iron Maiden e nada irá parar esse show, e isso se confirma às 8.53 pm, quando Doctor Doctor começa a soar, e o palco mergulha na escuridão. Esta não é uma situação indicada para ansiosos.


Conforme Doctor Doctor assume seu auge, um filme curto passa num telão gigantesco, e um set Maia é lentamente revelado, surgindo das sombras. As chuvas e a lama do fim de semana não importam mais, quando Bruce começa as primeiras linhas de If Eternity Should Fail, por trás do palco, e então aparece repentinamente, do nada, e o majestoso, poderoso e magnifico Iron Maiden estão à solta e correndo livremente, e parecem brilhar mais do que mil sóis desde o princípio.
“Scream for me Download!!”, grita Bruce, quando as pessoas começam a reclamar da qualidade do som. A banda não se abala enquanto Bruce termina “Speed of Light” com um animado “Olá, como está o Downpour Festival?”, fazendo um trocadilho com o nome do festival, numa clara referência à chuva torrencial que dominou o final de semana. “Ali está meu maldito empresário, mandando mensagens no celular durante a última música, o bastardo... mas talvez ele esteja falando com a previsão do tempo”.


Não seria surpresa , levando em consideração o que o Sr. Smallwallet fez o Iron Maiden alcançar durante os anos, mas ele precisa conseguir uma equipe de som decente e organizada, como a do Nightwish, que tocou claramente muito mais alto e claro mais cedo, hoje.
“Children of the Damned” faz a plateia se arrepiar do início ao fim, com a voz de Bruce em sua melhor forma até agora. A performance da banda está incrível, agora. É uma performance realmente excelente, apesar da má qualidade do som.
Bruce anuncia “Tears of a Clown” e a dedica para “um homem maravilhoso”, o que realmente ele era.
E então o baixo lento do General Steve Harris inicia, antes de o Maiden cavalgar por nuvens de poeira e barris de pólvora, durante “The Red and the Black”, que mostrou Bruce correndo pelo palco sem parar. A multidão cantou todos os coros de “whoa-oh-oh”.

E então, é hora de uma das músicas mais esperadas da noite, a música que deu nome a uma cerveja muito importante, “The Trooper”, e Bruce reaparece usando seu colete vermelho, balançando uma bandeira do Reino Unido e desejando a sua “tia Lizzy” (uma referência à Rainha Elisabeth) um feliz aniversário atrasado. Ele declina de fazer qualquer menção ao modelito verde elétrico que ela usou ontem, embora ela teria parecido melhor se tivesse usado algo roxo escuro ou mesmo uma combinação em preto e vermelho.
Tem alguma banda melhor do que o Iron Maiden hoje em dia? Sem agitar bandeiras, sem falar em favorecimentos pela idade ou por causa de câncer, é apenas Heavy Metal puro, na sua cara. Ainda estão no seu auge, e ainda ninguém se iguala.
A maravilhosa “Death or Glory” prossegue, enquanto deslizamos para dentro da noite e Bruce anuncia “The Book of Souls”, dizendo que “impérios caem, e se você é macho o bastante para subir e estar no topo, é melhor se preparar para cair e desaparecer.”
Eddie faz sua primeira aparição, usando trajes Maias, e é assustador de verdade. Este é um cara com o qual você não quer se meter em um beco escuro, quando você acaba de assistir a um filme de terror na noite anterior, debatendo bruxas e folclore.
Eddie tenta cortar a garganta de Janick, mas ele não deixa, então Eddie faz uma dancinha estilo macaco, depois vai atrás de Bruce com um machado, mas ele se esquece de que Bruce é membro do time Europeu de Esgrima, e ele não é páreo para o vocalista energético, que prontamente arranca seu coração e o joga para a plateia.

Então, a já pasma audiência vai ao delírio com um trio de clássicos: “Hallowed Be Thy Name”, “Fear of the Dark” e “Iron Maiden” são superlativas por si mesmas.
Às 10:24, as primeiras notas da tradicional “Iron Maiden” foram ouvidas, e o incrível entrosamento entre os três guitarristas fica ainda mais evidenciado, continuando de maneira épica.
Eddie surge por trás da bateria de Nicko, presumivelmente procurando por vítimas inocentes para destroçar, mas novamente ele é vencido pela banda, que prende a atenção de todos os olhares dos presentes. Nicko joga suas baquetas para a multidão, mas ele ainda precisará delas, certo? Certamente iremos ter alguns encores? Ainda faltam 19 minutos para o fim do show...
Sim, é claro que teremos encores, e eles não poderiam ser melhores. “The Number of the Beast” ainda anima, com ameaças e menções satânicas, enquanto “Blood Brothers” é dedicada por Bruce para as vítimas da tragédia do Bataclan, em Paris. Estes monstros do metal têm coração, tão grande quanto seu catálogo de sucessos e uma grande história. E um grande meio de transporte também.
Bruce anuncia que, no próximo ano, o Maiden estará tocando para 80 mil pessoas novamente, mas desta vez num lugar fechado, então devem ficar de olho em uma turnê completa no Reino Unido. Ele acha que é uma má ideia colocar 80 mil pessoas em um campo, e jogar água gelada neles por três dias. Ele tem uma certa razão.

Uma animada “Wasted Years”, com Bruce brincando e tirando o microfone de Adrian, para que ele não conseguisse cantar o backing vocal, encerra sua sexta participação em Donington e, às 10:52, precisamente, tudo acaba. Então agora é hora de sair da chuva e ir tomar uma cerveja, em celebração à maior banda de Heavy Metal do mundo.
O Iron Maiden deve seguir até o fim. Eles devem ir para a França, devem voar pelos mares e oceanos, devem voar com grande confiança e grande força no ar, eles devem defender nossa música, não importa qual o custo. Devem voar pelas praias, devem voar pelos campos e pastagens, devem voar pelas ruas, devem voar pelas colinas; eles devem nunca se renderem!


Fonte: Metal Talk

Sobre Michelle Sanches

Michelle Sanches

2 comentários:

  1. Download Festival pra mim é quanto meu utorrent ta baixando varios shows e filmes

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  2. pessoal, alguma notícia sobre gravação de shows (DVD e CD)?

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