[ STEVE HARRIS ]: O fim de nossa carreira está próximo


O baixista, fundador e principal compositor da banda fala do público argentino, seu mais recente álbum e diz que não pensa muito no que está por vir.

Como estão soando as novas músicas ao vivo?
Elas estão soando muito bem e estão nos estimulando. Estamos tocamos seis delas e estamos satisfeitos. Não vamos alterar o setlist agora, talvez no próximo mês, mas agora estamos com um bom um resumo de canções novas e clássicas.

“The Book Of Souls” tem um bom equilíbrio: É complexo, mas também soa quente e orgânico.
Bom, passamos uma boa parte gravando. Basicamente fizemos em um estúdio que conhecíamos antes, que tem excelente som. O produtor foi mais uma vez Kevin Shirley. Sentimos muito confortável. Normalmente compomos fora do estúdio e depois vamos só para gravar, desta vez foi tudo junto: escrita, ensaios e gravação tudo no mesmo lugar, para capturar esse imediato ao vivo. Definitivamente faríamos do mesmo modo na próxima vez.

Planejam tocar “Empire Of The Clouds” alguma vez? Qual o desafio de escrever uma música de 18 minutos?
Bom, acho que não vamos tocar porque simplesmente é muito longa. Existem varias musicas longas no set, mas não tanto. Tocamos mais menos duas horas misturando musicas de todas nossas épocas, não está ruim. Queremos dar um bom show, não que o som seja completamente novo, nos interessa ver qual o efeito no publico, essa é a ideia. Estamos ansiosos de ver qual será o melhor publico entre Argentina, Chile e Brasil. É como no futebol, às vezes é para um, outras para outro.

Qual foi a segredo para manter-se vigentes e superar os diferentes cenários da indústria que foram acontecendo durante todos estes anos?

Não nos preocupamos por ter um segredo. No final das contas isto o que fazemos e o que as pessoas gostam; por sorte é que a gente gosta também. Somos muitos sortudos. Temos fãs muito leais que dariam tudo pela, compram os álbuns ou escutam no Spotify, o que seja. É como se nos vissem todo o tempo com uma banda nova. Estamos nisso há bastante tempo, sabemos que o fim de nossa carreira está próximo, demos uma grande volta. Por sorte nossos fãs ao redor do mundo ainda segue a gente.

Como se sente a respeito de ter Raven Age, banda de seu filho George, abrindo para sua?É incrível!
É algo fantástico Eles estão aí porque são bons e não porque meu filho toca. Tem que ser bom para continuar no cenário musical. A resposta do público está sendo ótima.

Teu som é sua marca registrada. Como é que você conseguiu no começo? Foi uma busca consciente ou saiu naturalmente?
Acho que em parte saiu naturalmente junto ao nosso estilo de tocar. Mas também eu estava buscando um som que se passe entre guitarras porque naquela época não era fácil ouvir o baixo desde o palco. Queria estar bem presente na base, não que tenha ido buscar meu som ou desaparecer entre os demais sons. Provei diferentes tipos de baixos, diferentes marcas, dedilhados na velocidades e assim apareceu meu som, o qual levou muito tempo. Foram dois ou três anos de experiência e finalmente chegou ao que eu queria. Estou muito feliz com meu estilo de tocar, tenho sido muito consistente com ele.

Está com 60 anos.
Não me lembre disso! (risos)

(Risos) Como você vê e como vê o Iron Maiden dentro de dez anos?
Uh, não é fácil dizer. Agora mesmo sentimos muito bem de poder tocar, de ter nosso avião, o álbum novo, especialmente depois do que aconteceu com Bruce. Estamos felizes de estar aqui e poder tocar. Não pensamos muito nisso, talvez em um ano voltamos a sair e fazer outra turnê, não damos muita importância.

Quais foram suas principais influencias quando começou a tocar?
É uma boa pergunta por que minhas influencias não são muito conhecidas. Wishbone Ash, The Who, el primer Genesis, Jethro Tull, e varias outras. Todas as bandas incríveis. Tive muita sorte de crescer em uma era onde a musica progrediu em uma excelente direção, na verdade.

E das bandas que Iron Maiden influenciou. Quais poderia nomear que realmente você goste?
Realmente não posso eleger uma, tem muitas bandas por aí. Penso eu, na verdade é que prefiro não escolher uma.

A ultima vez que Iron Maiden esteve na Argentina, esteve revisitando a tour de "Maiden England" de 1988. Como sente recriar algo que fez no passado?
Bom, depende, já fizemos isso em outras turnês. É bom voltar a tocar músicas que não tocamos faz vinte anos . É bom e é um desafio tocar o material novo. Nunca escapamos de tocar as musicas novas, tal como estamos fazendo nessa turnê. No futuro, veremos se vamos repetir isso, já que, olhando nosso repertorio, vemos que poderíamos ter dez shows diferentes, mas ao mesmo tempo é uma posição muito boa para estar.

Este tipo de turnê te dá uma perspectiva da historia da banda?
Sim, para ser sincero, a razão de fazermos isto é estarmos na estrada há muito tempo e termos muitos fãs que, talvez, não tenham tido a oportunidade de viver isso nos álbuns ao vivo, que conhecem muito bem os álbuns de estúdio, mas a experiência ao vivo é diferente.

Se tivesse que apresentar a sua banda a alguém que nunca escutou. Quais três álbuns escolheria e por quê?
É uma pergunta muito difícil, porque temos muitos álbuns para mostrar. Possivelmente escolheria The Number Of The Beast, Seventh Son Of A Seventh Son e, o outro, seria A Matter Of Life And Death, talvez.

Se tivesse a chance de escolher músicos para formar uma nova banda, uma espécie de Dream Team de Steve Harris, quem escolheria?

É uma pergunta muito difícil, realmente, não consigo pensar em alguém de imediato. Sempre amei a forma de Paul Chapman, guitarrista de UFO, é um dos meus favoritos. Possivelmente o escolheria.

Por que?
Provavelmente porque resume bem o que fazemos. E caso a pessoa não goste, possivelmente ela não goste nada dos outros (risadas).


Sobre Sah

Sah

3 comentários:

  1. Com certeza Harris pensou no seu Dream Team no Richie Faulkner (Substituto da lenda KK Downing do JUDAS PRIEST)

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  2. Que parte da entrevista ele diz que o fim das carreiras estão próximas?

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  3. Que parte da entrevista ele diz que o fim das carreiras estão próximas?

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