Bruce Dickinson eleito o Artista do Ano de 2015 pela Loudwire

Em 2015, nenhum músico obteve mais êxitos do que Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden. O cantor aproveitou o sucesso em uma enorme gama de áreas. No começo deste ano, sua batalha contra o câncer ocupou as manchetes, mas, eventualmente, ele combateu o câncer e foi capaz de voltar para a música. Houve também uma variedade de triunfos na área da aviação, tanto como hobby como profissão, o tremendo sucesso do décimo sexto álbum do Iron Maiden, The Book of Souls, juntamente com o anúncio do lançamento de sua autobiografia e que Bruce está trabalhando em outro álbum solo.
Este ano começou de modo bastante assustador em Fevereiro, com o anúncio de que o artista que parece não ter envelhecido nem um pouco (com exceção de seu cabelo grisalho) e possivelmente imortal Bruce Dickinson havia sido diagnosticado com câncer. Enquanto os fãs exclamavam que o câncer não teria chance alguma contra o vocalista semideus, a vanglória serviu como cobertura para algo que todos nós sabíamos, bem lá no fundo, que poderia mandar nosso herói para um destino compartilhado por outras lendas do rock, as quais também eram consideradas imortais.
O câncer atacou o lugar mais inoportuno possível: a língua de um dos maiores cantores de heavy metal. Um mês após ter recebido o anúncio de que estava curado, em Maio, foi revelado que Bruce tinha, na realidade, dois tumores: um em sua língua, e outro no nódulo linfático. Numa entrevista exclusiva, o frontman do Iron Maiden revelou que esteve dolorosamente ciente da sua situação enquanto a banda gravava The Book of Souls, mas ele se agarrou ao fato de que esta poderia ser sua última chance de cantar. Ao final das gravações, um médico examinou os caroços protuberantes, e o diagnóstico foi oficializado.
Enquanto o mundo esperava que Bruce voltasse a seus níveis incansáveis de forma física antes de cair na estrada, ele se manteve ocupado com sua paixão por aviação. Em junho, ele dirigiu seu foco para abrir sua própria companhia aérea, sob sua empresa de manutenção de aviões, Cardiff Aviation. Falando sobre sua nova investida nos negócios, Dickinson afirmou: “Se você está procurando estabelecer uma empresa aérea, nós faremos todas as papeladas, as execuções técnicas e administração, nós faremos para você. Nós podemos lhe oferecer uma ‘loja de conveniência’ em um único lugar – você apenas precisa vender as passagens, nós faremos todo o resto.”
Matando tempo até o lançamento de The Book of Souls em setembro, o caso de amor com a aviação do cantor uniu-se entre hobby, negócios e Iron Maiden, em agosto. Fazendo um voo por diversão em seu Fokker triplano, Dickinson ficou com pouco combustível e mudou seu curso, fazendo um pouso de emergência no Royal Air Force Halton, em Buckinghamshire, Inglaterra. A Real Força Aérea (RAF) aplaudiu sua decisão, dizendo, “ver um piloto tão bem capacitado e um rockstar reconhecido mundialmente , tomar essa decisão, é ótimo para os estudantes verem. Isso os faz perceber que qualquer um pode se encontrar com pouco combustível em circunstâncias imprevistas, e que a escolha correta é divergir”.
Mais tarde, no mesmo mês, Bruce abriu uma loja em Londres, em colaboração com Aeris Aviation, no famoso Harrods Department Store. A razão? Vender Eclipse 550 private jet a  $3 milhões de dólares. Falando sobre o assunto, ele disse: “O mercado para este jato está cheio de potencial. Não há outros jatos com motores gêmeos que se aproximem do Eclipse em termos de custo e economia, e é um jato ideal para a Europa. “
O Eclipse 550 é o mesmo jato que Bruce pilotou durante as últimas turnê do Iron Maiden, antes de a banda decidir fazer um upgrade no Ed Force One, o tornando em um Jumbo Jet. O avião, duas vezes maiores do que o Boeing 757, levará o Maiden em sua turnê mundial, em 2016. Na época do anúncio, Bruce ainda estava fazendo treinamento para se qualificar como piloto da nova aeronave.
4 de setembro marcou o lançamento do The Book of Souls, o décimo sexto (e primeiro duplo) álbum de estúdio do Iron Maiden, encerrando uma seca de cinco anos entre o lançamento do último álbum da banda. Steve Harris esteve desde o começo elogiando a habilidade de Dickinson e seus esforços na gravação deste álbum, e pudemos ver que foi merecido. Co-escrevendo as faixas Speed of Ligh e Death or Glory com o guitarrista Adrian Smith, a dupla renovou sua parceria bem sucedida desde 1984, quando o fizeram pela primeira vez. O álbum também traz duas faixas compostas exclusivamente por Dickinson, a faixa de abertura If Eternity Should Fail, e o épico de 18 minutos, Empire of the Clouds. Embora se declare como um ‘péssimo pianista’, Dickinson demonstrou um talento incomparável como compositor e instrumentista, contando sua história de maneira fabulosa.
Com mais um álbum de sucesso em seu bolso, Bruce ainda anunciou dois novos empreendimentos: escrever sua autobiografia (esperada para ser lançada em 2017), e o lançamento de mais um álbum novo, o primeiro desde Tyranny of Souls. Com uma turnê mundial para 2016, nosso ‘Air Raid Siren’ não mostra o mínimo sinal de diminuir o passo, que é o que faz dele o Artista do Ano de 2015 da Loudwire.

Fonte: loudwire


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