Bruce Dickinson "enquanto meus amigos tinham Yamaha FS1, meu pai me deu uma mobilete!


Bruce Dickinson fala sobre crescer rodeado de motocicletas

‘Meu pai me deu uma mobilete – eu pensei, ‘seu bastardo!’’

Você cresceu rodeado por motos?
Sim. Meu pai tinha um salão de vendas de carros, e um dia ele apareceu com uma Norton 750 Commando, de terno, sem capacete! Ele a pegou como parte de pagamento em um carro, e a colocou no salão, perto de uma nova Meriden Bonnie, uma Honda CB400-4, uma Sunbeam S8, e uma Ariel Square Four. Era uma coleção bem legal de motos, apenas expostas ali – as pessoas entravam e perguntavam se estavam à venda, mas meu pai dizia ‘não, desculpe’, e então daria um jeito de lhes vender um carro!
Primeira moto: uma Velocette LE 'que meu pai recuperou de um ferro velho!'

Então você pilotou, quando era garoto?
Sim, eu me graduei em uma moto Honda 125, mas antes eu tive uma Velocette LE200, que meu pai recuperou de um ferro velho! Ele me fez restaurá-la antes de me deixar dirigi-la – ele era mecânico. Ele tinha senso de humor também, e antes disso – quando todos os meus colegas tinham Yamaha FS1-ES – ele me deu uma porcaria de mobilete! Eu pensei, ‘seu bastardo!’ – e ela era muito mais uma bicicleta que tinha freios na roda da frente! Eu ainda conseguia ir a 60mph ladeira abaixo, e eu tirei o exaustor, então fazia muito mais barulho! Depois eu mudei para uma Honda SS50, que era terrível.
Boas lembranças de uma juventude desregrada?
Sim. Eu sempre me lembro que no dia em que ouvi Rainbow, do Ritchie Blackmore – a primeira vez que ouvi a voz de Ronnie James Dio -  eu estava ouvindo rádio na garagem de um cara enquanto ele lustrava sua Triton. Eu me lembro de perguntar de quem aquela voz incrível era – eu tinha uns 16 anos, cheio de espinhas. Ele terminou o que estava fazendo e perguntou se eu queria subir na carona. Eu disse que sim, então acabamos indo dar uma volta na cidade. Eu pensei, ‘que droga, isso é divertido!’ – mas aí eu fui pra universidade e nunca mais tive tempo para motos.
A Honda S50 'que era absurdamente terrível!'

Então na verdade você não tem uma?
Não, não no momento. Na verdade, eu não tenho uma habilitação do Reino Unido. Eu odiava dirigir e no final eu fiz meu teste em Jersey, o que me concedeu uma estranha habilitação, e quando eu a converti, ela não me permitia pilotar motos. Aí eles mudaram as leis e se tornou um saco tão grande tirar a habilitação que eu nunca mais fui atrás disso.  Eu continuo olhando motocicletas e realmente gostaria de ter uma outra vez. Estou falando estritamente de algo retrô bem comportado, e apenas pensando nessa ideia.  Eu gosto das motos leves da minha era, também – coisas como a Ducati 350 Desmo. Leve, manuseável e divertida. Eu tenho olhado a nova Royal Enfields, então eu me lembrei que elas nunca foram boas, nem quando eram novas!
Você está se envolvendo em TT?
Sim, embora ainda não. A TT é uma dessas coisas que eu sempre quis ter, mas nunca consegui. Nós nos aproximamos muito neste ano, quando patrocinaríamos Peter Hickman – e então acabou não dando certo, mas no próximo ano vai dar!
Alguns anos atrás, eu fui juiz em uma aula de aviação na Goodwood Revival, e foi ótimo poder andar pelos hangares e conversar com todo mundo. O motociclismo tem este tipo de atmosfera quando você vai e faz isso. Eu acho que, de um certo modo, é um pouco como o Iron Maiden – você pode nos ouvir, aí você vai e compra uma guitarra pra você e faz isso – monta uma banda e começa a tocar.

Fonte:motorcyclenews.com


                                                                               

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