[PONTO DE VISTA] ESTARIA O IRON MAIDEN SE LIMITANDO AO “MAIS DO MESMO”? PART II

Por: Murilo Araujo em parceria com Vinícius Brogiato com exclusividade para a Iron Maiden Brasil


O que então esperar do The Book Of Souls?

Foi com essa pergunta que a Parte 1 foi finalizada. A reflexão continuará agora.

Após fazer uma breve análise técnica sobre os quatro últimos trabalhos do Iron Maiden, em especial o A Matter Of Life And Death, procurando mostrar o ponto de vista em relação a atual fase da banda, partiremos aqui para um pensamento filosófico, psicológico e que envolve não só a vida dos seis integrantes da banda, mas a de todos nós, meros seres humanos!

O Iron Maiden é uma banda experiente, na estrada desde a segunda metade dos anos 70, a formação atual –e definitiva- da Donzela possui integrantes com idades entre 56 e 63 anos. A carga de conhecimento contida nessa mistura é incrivelmente gigantesca e assustadora, impressiona a qualquer um. Pense nisso, pense o quanto eles já viveram, desde o mundo mergulhado na Guerra Fria e posteriormente o seu fim, a queda do Muro de Berlim e união das Alemanhas, Guerra das Malvinas, a ascensão do Rock n’ Roll e suas vertentes e eles fazendo parte disso, a evolução da mídia, diversas Copas do Mundo de Futebol , e tantos outros acontecimentos que marcaram gerações, o mundo. Tudo isso teve influência na vida dos músicos da Donzela, e eles trazem isso até hoje. Suas composições são o reflexo disso

Aonde queremos chegar? Na experiência de vida. Eles nãos mais os mesmo jovens de 25 anos de idade que estavam em êxtase máximo para fazer a banda nascer e se firmar. A sociedade naquela época era mais conservadora, qualquer arte que fugia do aceitável causava um impacto estrondoso no mundo, não que hoje a sociedade já esteja livre de conservadorismo, há muita coisa pra mudar, mas na década de 80, qualquer música focada em criticar ou mostrar verdades, ideais, visões, etc., eram novidade e incomodavam muitos grupos. O Iron Maiden e tantas outras bandas tinham a fórmula certa em suas mãos.

Hoje a música não causa tanto impacto como antigamente, mas quem consegue compreender mais profundamente as composições, captam sua essência e tentam reproduzir isso para melhorar as coisas em sua volta. A Donzela de Ferro, com suas músicas, conseguem repassar toda a sua experiência a cada álbum novo, mantendo o seu foco de forma esplêndida. Suas letras continuam fortes, diretas e geniais. Seu instrumental é o reflexo do que já viveram e aperfeiçoaram. Regredir e voltar às origens, como muitos fãs desejam, seria como jogar fora tudo o que eles têm para nos ensinar. Seria incrédulo exigir sempre que uma coisa se repita baseando-se numa só coisa do passado, não acham?

Por isso afirmamos aqui que o Iron Maiden não está se limitando ao “mais do mesmo”. E respondendo sobre The Book Of Souls, digo apenas que devemos aguardar, calibrar as orelhas e mais pra frente se deleitar com um monstro que virá. O 16º será uma bomba de experiência que o Iron Maiden tem a nos entregar, músicas fortes e carregadas, a alma da Donzela estará lá. Esse será seu último trabalho de estúdio? Não sabemos. Mas se for, pelo menos ficaremos com o legado da maior banda de Heavy Metal do mundo e passaremos isso para futuras gerações e poderemos contar que acompanhamos a trajetória dessa Lenda.



A reflexão termina aqui.


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